Sábado. Para muitos, um dia de descanso e celebração. Mas, para os terceirizados contratados em órgãos governamentais, foi pouco diferente.
Enquanto alguns festejam, outros lamentam a falta de pagamento. Dois meses de salário atrasado não é algo que se possa ignorar facilmente, especialmente quando se vive em um país com tantas desigualdades. Mas, como dizem por aí, “viva a festa”.
Agora, vamos falar de números. O governo do estado, por meio da Secretaria de Educação e Esporte, está prestes a realizar a maior licitação de terceirizados de todos os tempos. Estamos falando de mais de 168 milhões de reais que serão investidos para contratar aproximadamente 3.400 porteiros para escolas. Um número impressionante, não é mesmo?
Mas, como em toda história, há sempre um outro lado. Enquanto a licitação está em andamento, não se pode ignorar algumas irregularidades que surgem no horizonte.
Empresas que, semana após semana, aparecem como devedoras de seus trabalhadores. Empresas que, de alguma forma, conseguem driblar o sistema e se apresentam como pequenas, quando, na realidade, têm milhares de funcionários.
Uma dessas empresas, cujo nome será revelado em breve no portal do Rosas, tem uma série de pendências. Desde certidões negativas junto à Receita Federal até dívidas trabalhistas e informações contraditórias sobre seu faturamento anual e número de funcionários. E, ainda assim, essa empresa está participando da licitação de 168 milhões da Secretaria de Educação. Como isso é possível?
A resposta pode estar na política. Muitas empresas ligadas a políticos estão “surfando” na onda dos terceirizados, aproveitando-se da situação para se beneficiar. E, enquanto isso, os trabalhadores continuam à mercê de um sistema que, muitas vezes, parece não se importar com eles.
Terceirizados não são apenas números em uma planilha. São pessoas, com famílias, sonhos e necessidades. E, enquanto alguns festejam, outros apenas esperam que seus direitos sejam respeitados. Afinal, em um país democrático, todos merecem ser ouvidos e tratados com dignidade.
