Foto: Odair Leal/Secom
Anunciada como a grande obra do governo Gladson Cameli, a construção do Centro Administrativo subiu ao telhado, dificilmente será executada.
Orçada em R$ 300 milhões, a construção é marcada por várias controvérsias e, atualmente, a licitação é alvo de disputa judicial pelas empresas concorrentes.
O governador Gladson Cameli, porém, teria sido orientado a não tornar essa decisão pública.
Mas é fato que os R$ 60 milhões que foram captados juntos ao Banco do Brasil para ajudar na obra do Centro Administrativo deverão ser redirecionados para outras obras.
A prioridade passou a ser outra.
Em vez de beneficiar uma única empreiteira de outro Estado, a determinação é valorizar as pequenas empresas locais.
Isso explica o Projeto de Lei que prevê R$ 20 milhões para inventivo às pequenas e médias empresa acreanas.
Construído diretamente pela Fieac e a Procuradoria-Geral do Estado, o PL ganhou o nome de Programa de Estímulo à Construção/Geração de Emprego e Renda. Trata-se de um projeto que visa fazer com que todas as obras com valores até R$ 400 mil sejam licitadas exclusivamente para as micros e pequenas empresas, assim classificadas conforme definição do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Em caso de empate, será dada preferência à empresa sediada no município sede da obra.
Em campanha aberta pela reeleição, Cameli vem renovando as promessas e se aproximando de instituições que não contaram com a sua parceria nos últimos dois anos e meio.
Na atual gestão, o setor de construção civil sofreu um duro golpe pela falta de obras do governo e a enxurrada de contratos formalizados com empresas de outros estado, em particular de Manaus, ou com de parentes do próprio governador.
