O mínimo que se espera de um líder é que dê exemplo aos liderados, que tenha sintonia entre o discurso e a prática.
Essas virtudes, porém, faltam ao governador do Acre.
Desde que entrou na politica, aos 29 anos de idade, Gladson Cameli vem sendo dissonante entre o que fala e o que faz.
No último fim de semana, ele deu mais uma demonstração de pura incoerência.
No dia que o Acre passou a figurar como o único estado brasileiro a ter o aumento superior a 23% nos casos de morte por Covid-19, Cameli agiu como verdadeiro negacionista.
De traje esportivo, o governador foi à loja Havan, do bolsonarista de carteirinha Luciano Hang, e se comportou como um legitimo apoiador do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Sem respeitar as regras de distanciamento social e de uso de máscaras, o governador posou com funcionários fazendo “arminha” com os dedos da mão e sem máscara.


A ida de Gladson à loja não foi obra do acaso.
Ele fez a visita em seguida à declaração do senador Marcio Bittar (MDB) de que lutará para ter um bolsonarista legitimo ao governo do Estado.
Bittar está claramente chantageando a Cameli, que precisa da politica e se mostra capaz de tudo, até de disseminar mau exemplo em favor do vírus, para se manter no poder.
As imagens foram captadas nas redes sociais do governador.
