Não pense que o governador Gladson Cameli acordou com bom senso e simplesmente resolveu voltar atrás nas pinturas com cores partidárias em prédios e espaços públicos.
Tem algo a mais que não foi contado com a devida clareza.
Assessores de Cameli querem fazer parecer que, de uma hora para outra, o governador decidiu recuar, por exemplo, nas ridículas pintura da caixa d’água do bairro 6 de agosto e do Colégio Barão do Rio Branco (CERB).
Também querem vender que o governador simplesmente achou por bem devolver ao estádio de futebol da capital acreana o nome de Arena da Floresta, que foi transformada em Arena Acreana pela atual administração.
Não, não foi o bom senso.
Gladson Cameli, segundo fonte palaciana, resolveu recuar no excesso de pintura partidária em prédios e espaços públicos porque os órgãos de controle, diante de tantas críticas, resolveram agir.
Informado sobre os procedimentos, o governador decidiu se antecipar para, em vez de ser obrigado, passar à sociedade a impressão de que tudo partiu da sua cabeça.
Cameli já teve problema em Mâncio Lima, onde o governo pintou um portal da cidade de azul. O Ministério Público Estadual entrou com representação contra a partidarização.
Como gato escaldado tem medo de água fria, Cameli resolveu não correr o risco, mesmo tendo assessores seus, como o ex-comunista Moisés Diniz, tentando justificar, de forma patética, a pintura da caixa d’água em azul.

Para finalizar, uma pergunta: quem vai pagar a politica de pinta e repinta adotada por Gladson Cameli?
