Está faltando politicagem e sobrando responsabilidade na relação entre o governo do Estado e a prefeitura de Rio Branco, no tocante à vacinação contra a Covid-19.
A briga está sendo feito em praça pública, enquanto as pessoas estão morrendo por falta de vacina e leitos de UTI nos hospitais.
Primeiro, o governo atrasou em quatro dias a entrega das vacinas que chegaram no sábado.
Hoje, usando uma desculpa esfarrapa, a prefeitura de Rio Branco disse que não irá vacinar no sábado e no domingo para atender ao decreto governamental, que impede que sejam executadas atividades não essenciais no sábado e no domingo.

Na prefeitura de Tiao Bocalom, que é negacionista convicto, parece que vacina está longe de ser essencial.
Para desmentir o prefeito e a sua turma, o governador Gladson Cameli mandou os seus assessores agirem.
A ação veio em forma de nota dura – veja aqui.
“Não existe, por parte do Governo do Estado do Acre, qualquer proibição em qualquer atividade voltada à saúde da população do Acre, menos ainda, no tocante a vacinação, por ser, obviamente, uma atividade essencial. Vale reforçar, que nos dois últimos finais de semana, a vacinação também poderia ocorrer normalmente, o que nos causa estranheza a informação que se presta a produzir ambiente de dúvida na população”, disse a nota.
Quando há uma exposição dessas entre duas autoridades que deveriam estar unidos nesse momento de pandemia, a população se sente desprotegida.
Com os olhos espichados para as eleições de 2022, Gladson Cameli já se lançou candidato à reeleição, disse que não dará um tostão para Bocalom, porque esse não lhe apoiará.
Pelas bandas do Acre, salvar votos parece ser mais importante do que salvar vidas.
