TV Espinhosa: Sobre bloqueio bancário, motoboy e governador que desmoraliza a polícia

A minha ideia hoje seria agradecer às pessoas que foram solidárias a mim, em razão do bloqueio das minhas contas bancárias pelo governador Gladson Cameli.

Sexta-feira, Gladson deu um lockdown no pouco dinheiro que eu tinha para atravessar o resto de mês.

Não tem problema. Eu não iria comer bacalhau mesmo na Semana Santa.

Mas da sardinha em lata eu não abro mão.

Desde que vim a público falar sobre isso, muitas pessoas manifestaram solidariedade por meio de palavras e gestos de carinho.

Também teve ajuda financeira.

Veio até de pessoas de dentro do governo, vocês acreditam?

É duro revelar, mas a solidariedade não veio de pessoas do meu campo politico.

Desses eu não recebi nenhuma mensagem no WhatsApp.

Sou acostumado com isso.

Veio de pessoas que não têm preferência partidária ou ideológica.

Veio também daqueles da chamada direita.

Sou grato.

A solidariedade me dá força para continuar lutando.

Mas quero falar mesmo é sobre a apreensão de uma motocicleta pela policia, no fim de semana.

O vídeo do rapaz viralizou nas redes.

Sem projeto para o Estado e sem a firmeza exigida a um governante, o governador mostrou que é pautado pelas redes sociais.

Vamos ver isso na TV Espinhosa?

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Vamos lá?

O vídeo do motoboy chorando tomou conta das redes sociais no fim de semana.

O depoimento do rapaz, que teve a sua motocicleta apreendida, é emocionante.

Ficar sem o instrumento de trabalho num momento difícil em que atravessamos é muito complicado.

Veja um pequeno trecho:

Mas não devemos fazer pré-julgamentos.

É pouco crível que os policiais tenham agido por represália a um humilde trabalhador.

Estava cumprindo ordem.

E uma das ordem é a de fazer cumprir o decreto governamental, que restringe a circulação de pessoas a partir das vinte e duas horas.

Esse, porém, é um assunto para ser debatido no campo jurídico.

Vou tratar da seara política.

Sempre olhando a questão eleitoral, o governador Gladson Cameli percebeu o estrago que o vídeo do rapaz poderia fazer.

Por isso, tratou de anunciar que iria mandar liberar a motocicleta e pagaria, do próprio bolso, a multa de trezentos reais aplicada ao motoboy.

Bonzinho esse governador, não é?

Se realmente fizer isso, Gladson Cameli desmoraliza a sua policia, o que é muito grave.

Ele abre um precedente para que outros motoristas ou motociclistas gravem depoimentos emocionantes, a fim de ganhar o perdão governamental.

Gladson também, se fizer o que anunciou, descaracteriza o seu próprio decreto.

Essa é a verdade.

O problema é que o governador gosta de aparecer de bom moço.

Mesmo que para isso tenha que desmoralizar a própria força de segurança do Estado.

Diz coisas que não cumpre.

Alguém sabe qual foi a instituição que recebeu a doação dos seus salários? Ele disse que iria fazer isso durante a pandemia do novo coronavírus.

Gladson é um governador de factoides.

De lorotas.

Finalizo, mais uma vez, agradecendo a quem foi solidário comigo.

Também vou contar uma história.

Um dia um grande amigo me perguntou porque estou nessa luta, se lideranças do meu campo politico não ajudam e nem são solidários.

Eu respondi:

– Não faço isso por eles. Faço por mim, pelo o que acredito. Tenho quase sessenta anos e sempre estive nesse lado.

O meu amigo se convenceu e, como é empresário, sempre que pode, colabora.

Não tenho dinheiro no banco, mas o bloqueio atrapalha até para eu conseguir empréstimo bancário.

O governo do Estado me deve mais de cinquenta mil reais, das verbas rescisórias.

A dívida não é do governador anterior. Eu trabalhei até o último dia útil de 2018.

A dívida é do governo.

Receber as verbas antes de encerrar o contrato de trabalho seria cometer irregularidade.

É quase certo de que terei que ir à Justiça para receber o que me é devido, porque os pagamentos estão sendo feitos de maneira seletiva.

Mas a vida segue.

Vou seguir, sem dinheiro, mas sem recuar, às vezes caindo e levantando, e sem temer pessoas como o governador, que faz muitas coisas, menos governar.

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