Fechar universidade, alugar ou vender imóvel passou a ser um grande negócio.
A Uninorte, a maior do Estado, negociou um bloco inteiro com o Ministério Público Estadual.
O valor não foi tornado público, mas se fala em algo em torno de 60 milhões de reais.
Além de comprar, o Ministério Público vai gastar algo em torno de 40 milhões de reais para reformar o prédio.
Antes de negociar com a Uninorte, o Ministério Público Estadual chegou a conversar com a direção da U:Verse, antiga FIRB/FAAO.
O negócio não prosperou.
A U:Verse fechou as portas e deixou vários alunos com os cadernos e canetas nas mãos.
Foi um confusão daquelas.
Com o Ministério Público fora do game
, o governo do Estado entrou na negociação por meio da Secretaria de Estado de Educação e do Detran.
A direção da U: Verse queria 450 mil reais de aluguel por mês.
Técnicos da Secretaria de Estado de Administração fizeram avaliação e chegaram à conclusão de que o aluguel mensal não poderia ser superior a 193 mil e 900 reais.



O assunto ficou adormecido até há poucos dias.
A Secretaria de Educação chegou a oferecer 350 mil por mês.
Está tudo no processo que tenho em minhas mãos.
Mas, numa velocidade gigante, foi anunciado que o Detran vai mudar de endereço.
A autarquia vai para o prédio chique.
Sabe quanto será o aluguel?
Eu digo.
A falida universidade irá receber 310 mil reais todos os meses.
Isso dá 3 milhões e setecentos e vinte mil reais por ano.

Como a U:Verse queria 450 mil e a Secretaria de Educação ofereceu 350 mil, irão dizer que foi um bom negócio.
Pode até ter sido, mas para a U:Verse, que curiosamente pertence a um grupo do Amazonas.
A pergunta é: como fica a avaliação feita por técnicos da Secretaria de Estado de Administração?
Quando digo que o Acre é um Estado pobre muito rico, não falo à toa.
Os exemplos são os mais variados.
Se esse estado tivesse órgão de controle atuante seria tão bom…
Fui!
Um forte abraço e um cheiro do Rosas.
