Quem me conhece e me acompanha sabe que tenho sido implacável nas críticas ao governo Gladson Cameli.
Muitas vezes fico pregando no deserto, cobrando postura da oposição e dos órgãos de controle.
Às vezes, essa pregação desértica surte efeito.
Tenho conhecimento que, por exemplo, ao menos seis investigações foram abertas a partir de denúncias publicadas no Portal do Rosas.
A fase 3 da Operação Ptolomeu, deflagrada na quinta-feira, tem como base fatos denunciados pelo portal do Espinhoso.
Penso, portanto, que o corrupto tem que pagar pela corrupção.
Quem rouba da saúde e da educação merece pena severa.
Mas há algo que merece ser bem avaliado.
A decisão da ministra Nancy Andrighi, do STJ, determina que 15 empresas parem as suas atividades.
Não posso concordar com isso.
Os empresários que corrompem e são corrompidos devem ser punidos.
Mas é um erro punir as empresas.
Quando digo isso, lembro da Operação Lava Jato.
A Lava Jato acabou com as empresas nacionais, em particular as da construção civil.
Os empresários ficaram bem, as empresas faliram.
Quando defendo a proteção da saúde das empresas, estou preocupado com os empregados.
O Acre está estagnado.
Imagine como ficará com as empresas sem funcionarem…
Imagine a quantidade de pais e mães de família que ficarão desempregados.
Pense no prejuízo que afetará o comércio.
As poucas obras em execução ficarão paralisadas, gerando elefantes brancos.
Acho que as entidades de classe devem refletir sobre o tema.
Que se puna os corruptos e corruptores, mas é fundamental preservar empregos.
É o que penso.
