Como era esperado, o governo atropelou a reforma administrativa da reforma na Assembleia Legislativa (Aleac).
Deputado gosta mais de cargo na administração pública do que formiga gosta de açúcar.
Deputados como Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Emerson Jarude (MDB) estrebucharam, mas foram atropelados pela máquina governamental.
A máquina é pesada.
Atropela mesmo.
Nunca na história um governador teve uma legislatura tão dócil a seu favor.
Essa reforma da reforma como com contaminada a partir da transformação da Representação em Brasília numa secretária.
A Representação foi transformada em Secretaria de Relações Federativas. Piada.
Recriar as secretaria de Turismo e da Mulher parece algo aceitável.
O problema está noutro ponto da lei.
Os deputados simplesmente abriram mão das suas prerrogativas de legislar para agradar ao governador Gladson Cameli.
Aprovaram uma medida flagrantemente inconstitucional.
Essa medida é a que permite ao governador nomear até 30% dos cargos, acrescendo ao existentes, por meio de decreto.
Autorização nesse sentido tem, obrigatoriamente, que ser por meio lei especifica.
Tem decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) neste sentido. Veja aqui.
Governador com maioria no parlamento pode quase tudo, menos afrontar decisão do Supremo.
Resta saber se a pequena oposição irá procurar a Justiça para reverte a decisão do plenário.
O deputado Edvaldo Magalhães disse que irá fazer isso.
