Em queda desde a Operação Ptolomeu, Gladson vive pesadelo e pode cair ainda mais com a dupla MM

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Nem nos seus piores pesadelos Gladson Cameli (Progressistas) imaginava que iria, faltando 81 dias para a eleição, chegar nesse momento decisivo tão cheio e atribulações.

Mesmo sem fazer muita coisa, ele vinha conduzindo o processo para conseguir se reeleger com certa tranquilidade. A oposição nunca lhe incomodou, os órgãos de controle fecharam os olhos e os seus adversários nasceram a partir de antigos aliados.

Só que em dezembro do ano passado apareceu uma pedra no meio do caminho chamada Operação Ptolomeu.

Deflagrada pela Polícia Federal no dia 16 de dezembro, a operação teve o governador como principal alvo.

A Justiça bloqueou dinheiro e bens de Gladson Cameli, como um veículo BMW com valor superior a meio milhão de reais.

Faz sete meses e, até agora, a indefinição sobre o que virá do Judiciário dá o tom cinza de um futuro incerto.

Há cerca de dois meses, porém, 11 ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) disseram que Cameli é o principal articulador e o regente de uma organização criminosa que desviou R$ 828 milhões do erário.

Antes de projetar qualquer coisa, porém, o regente terá que resolver as suas pendengas judiciais.

O pesadelo de Cameli também assusta na política.

Gladson passou boa parte do tempo dizendo que caberia a ele indicar quem seria a pessoa que concorreria à vice-governadoria.

Roncou grosso sobre o candidato ou candidata que teria o seu apoio na disputa do Senado.

Não conseguiu nenhuma coisa nem outra.

Para vice-governadora está sendo obrigado a engolir goela abaixo a esposa do senador Marcio Bittar, a senhora Márcia Espinosa Bittar.

A afinidade entre Cameli e Espinosa é genuína como um produto “Made in Paraguai”.

Quando o assunto é o Senado, a situação não é diferente.

O governador tentou de todas as formas limpar a área tirando a senadora Mailza Gomes, que é do seu partido, do páreo.

Não conseguiu.

A candidatura de Gomes foi mantida, mesmo sendo órfã de votos.

Nessa disputa com a senadora, o governador se viu obrigado a dividir o comando do partido por imposição da direção nacional.

Gladson Cameli vive um pesadelo e se perde no labirinto que ele mesmo construiu.

Dentro do Palácio Rio Branco aquela outrora certeza de uma vitória fácil se esvaziou.

Pesquisas encomendadas para o consumo interno constatam que o governador desidrata e pode desidratar ainda mais no decorrer da campanha.

Se a Ptolomeu contribuiu para desgastar, a dupla MM, Mailza e Márcia, pode ajudar a enterrar.