Gladson Cameli é investigado pela Polícia Federal (PF).
Foi acusado de chefiar uma organização criminosa (Orcrim), que desviou R$ 828 milhões do erário.
As investigações permanecem a todo vapor, mas o governador tentar encerrar tudo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), usando o seu filho, de seis anos, como álibi.
Os recursos de Cameli entraram na pauta na semana passada, mas foram retirados porque um dos ministros alegou não ter tido acesso ao voto da ministra Nancy Andrighi.
O Espinhoso olho a pauta da Corte Especial até o dia 20 de maio. Os recursos não constam.
Mesmo diante de muitas evidências, o governador continua negando a participação em irregularidade. Está certo. O ônus da prova cabe a quem acusa.
Dois pesos e duas medidas.
Semana passada, delegados responsáveis pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) foram acusados de cometer ilícitos.
Era pouca coisa, bem longe dos R$ 828 milhões.
Publicamente, Cameli não disse nada, mas tratou de agir nos bastidores. Tudo o que o governador não quer, neste momento, são novas operações apontado corrupção no seu governo.
Revela ainda mais podridão o mar de lama trazido a público pelo vice-governador Wherles Rocha atrapalha o projeto de reeleição.
Agindo se aparecer, o governador deu o primeiro passo, que foi exonerar o delegado Josemar Portes do comando da Polícia Civil. Ele não aceitaria fazer um jogo com o claro intuito de jogar sujeira sob o tapete.
Portes tinha excelentes resultados na gestão. Não havia motivo para ser exonerado. É tanto que saiu cheio de elogios escritos e publicados em Diário Oficial pelo secretário de Segurança Pública, Paulo César Rocha.

Qual a explicação para tirar alguém merecedor de tantos elogios?
A explicação é simples: a meta era mexer na Deccor.
Se Portes não o faria, o remédio foi reconduzir Henrique Maciel para o posto de delegado-geral.
Maciel não teve pudor de cumprir a missão.
Hoje levou ao Diário Oficial os remanejamentos dos delegados Pedro Resende e Rodrigo Noll, que investigavam crimes de corrupção e de ordem tributária.
O delegado-geral fala em presunção de inocência, mas diz que os afastamentos são importantes para manter a lisura do processo de apuração contra os delegados.
Seguindo esse raciocínio, o governador deveria ser afastado?
Esses remanejamentos são frutos de interesses políticos e de poderosos, que se sentiram incomodados com varias investigações em curso.
A Deccor, que tinha três delegados, passou a ter um sem experiência em crimes financeiros.
Tem muita gente comemorando, pois parece que passou a ser proibido investigar corrupção no governo de Gladson Cameli.
Ocorre que a turma que saiu, segundo fonte, levou munição suficiente para explodir muita coisa.
Um sugestão: eles deveriam entregar o arsenal à Polícia Federal.
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