“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”
A frase acima foi escrita há muitos anos, em 1852, por Karl Marx, no seu Dezoito Brumários Louis Bonaparte.
Aqui no Acre, essa história se repete em farsa e em tragédia administrativa.
Hoje, depois que foi apontado como chefe de uma organização criminosa pela Polícia Federal, o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), passou a ser tratado como um pária nos corredores do poder em Brasília.
Ele não é o primeiro Cameli a sofrer com esse desprezo.
No fim do século passado, de 1995 a 1998, o Acre foi governado por Orleir Cameli, tio do atual governador.
Cameli, o tio, foi atropelado por uma série de denúncias, como ser portador de CPF em excesso e comprar um Boeing com produtos contrabandeados.
Perdeu a moral com os donos do poder.
Assim como o sobrinho, Orleir sofreu com o fogo amigo dos chamados aliados.
Esperto, descobriu que a dupla de senadores do MDB, Flaviano Melo é Nabor Júnior, estavam longe de ser os defensores do seu governo que diziam ser.
Orleir Cameli abriu mão de concorrer à reeleição, com chances reais de vitória, foi para casa e nunca mais disputou cargo eletivo.
O MDB ficou com o “pincel” na mão e sem a escada governamental.
Agora, a história se repete em uma dose mais cavalar.
Gladson Cameli não tem a mínima credibilidade em Brasília.
Semana passada, sem moral, ele passou por situações vexatórias na capital da república.
A primeira aconteceu quando praticamente foi obrigado a fingir declarar apoio à candidatura de Márcia Bittar ao Senado.
Visivelmente constrangido ao lado da senhora Bittar e do senador Flávio Bolsonaro disse muito e falou pouco.
Mais tarde, com a direção nacional do Progressistas, teve que se explicar.
Antes, porém, foi alertado pelo dirigente nacional que o partido é “congressista” e exige uma vaga no Senado e duas na Câmara dos Deputados.
Inquirido sobre o vídeo com Márcia Bittar, Gladson Cameli respondeu: “Fui pedir ao senador Flávio para dizer ao seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, que não sou tão ruim como estão dizendo. Que estou sendo perseguido”.
Que vexame.
A fonte do Portal é uma Pipira Azul, que voou até Brasília e participou da reunião.
