PORONGA – Tudo está muito estranho os rumos das coisas

3–5 minutos

Frase: “Aqueles que podem fazer você acreditar em absurdos, podem fazer você cometer atrocidades”, Voltaire

Síndrome de Estocolmo e o eleitor

Não sou especialista.

Falta-me conhecimento, principalmente teórico, para aprofundar muitos temas afeito ao mundo político que direciona os rumos da sociedade.

Mas sou um observador.

Na medida em que os anos chegam, a capacidade de observar se aprofunda.

Viver para contar, disse Gabriel García Márquez.

 

Tenho sérias preocupações com o que vejo em nível nacional.

 

Infelizmente, parte significativa da sociedade pouco se preocupa com os resultados obtidos na economia e na área social.

Trata-se de uma turma que parece ter colocado uma viseira no rosto e não consegue enxergar o que está em volta, o mundo que o cerca.

É como se estivessem numa floresta e não se encantasse com a beleza das árvores.

Que se concentra apenas no barulho dos gravetos que caem.

Vivemos dias difíceis e incertos.

O poder das redes sociais só se avoluma.

A disseminação de fake news ganha reprodução imediata nos cercadinhos de WhatsApp.

Poucos querem a verdade.

Ou melhor dizendo: preferem as suas verdades, mesmo sendo mentira.

Não costumo falar muito das coisas em nível nacional por entender que há pessoas muito mais qualificadas para isso.

Só acompanho.

Entendo que é fundamental compreender o mundo para caminhar na minha aldeia.

Aqui no nosso Acre, vivemos o que se pode chamar de um verdadeiro absurdistão.

Há anos, temos no governo um pessoa conhecida e reconhecida por órgãos como a Polícia Federal por ser um chefe de organização criminosa.

E dizem que Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, pode ser eleito senador, caso a justiça permita.

Fala-se em eleger uma governadora para dar continuação a descalabro existente.

Parece que parte significativa da sociedade foi acometida pela Síndrome de Estocolmo.

Em 1973, em Estocolmo, na Suécia, houve um assalto a banco.

Para a surpresa mundial, os reféns desenvolveram sentimentos positivos em relação aos sequestradores.

 

A turma de Jair Bolsonaro sequestrou a maioria dos direitos dos trabalhadores.

Queria até sequestrar a democracia.

No Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, é visto pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal como sequestrador do dinheiro público.

Mas há quem ignore tudo isso.

Eu não ignoro.

Acho que embarcamos numa longa e sofrida viagem rumo ao desfiladeiro.

É um caminho sem volta.

Quando olho adiante e faço as minhas projeções, não enxergo possibilidade de melhorias a curto espaço de tempo.

Aqueles que deveriam ter lutado, recolheram as armas, se acovardaram.

Outro fizeram pior: juntaram-se aos antigos adversários para não perderem os benefícios do poder do qual se lambuzaram durante vinte longos anos.

É a vida.

Os sequestradores, assaltante, que não são os de Estocolmo, ainda irão continuar levando o Acre ao precipício por mais alguns anos.

O povo merece.

Atacado e varejo

Estava eu conversando com um empresário que gosta da política, quando ele, assustado com as cifras envolvidas na política acreana, saiu com essa: “As coisas há muito tempo deixaram de ser no varejo. Agora, comprar o voto é no atacado”. Ele está certo.

 

Bittar e o MDB
Vai ser interessante ver a turma do MDB, mais uma vez, ir às ruas pedir voto para Marcio Bittar. Cabe relembrar que ele foi eleito senador pela legenda.

Chapa federal
Risível. O presidente do MDB, Vagner Sales, diz que um dos compromissos da aliança com o governo é a formação de uma chapa forte para deputado federal. Pergunto eu, responde você: quais seriam os candidatos fortes mesmo?

Sem dinheiro
Fala-se nos bastidores que o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, teria dito que não haverá dinheiro do fundo partidário para candidatura no Acre. Isso se confirmando, será impossível format chapa forte.

Eber e Leonardo
Mdbista telefonou para informar que os nomes mais fortes do partido são os do vereador Eber Machado e de Leonardo Melo, filho de Flaviano Melo. É melhor reforçar o time.

O exaltado
Marcus Alexandre não foi à sede do MDB, mas foi exaltado pela deputada federal Socorro Ner (PP). A dupla, que se arranhava, está afinada.

Marcus é o preferido
Publicamente o nome de Jéssica Sales é o preferido para compor chapa com Mailza Assis. Nos bastidores, porém, a turma sonha com o Marcus Alexandre,

A vergonha de Bocalom
Olha, o prefeito Tião Bocalom parece ter perdido a vergonha que lhe resta. O Peixão está sendo humilhado por aliados em praça pública. Será que ficará na dele?

Vaga ao Senado
Chateado com o tratamento que tem recebido, não será surpresa se Tião Bocalom concorrer ao Senado na chapa do Alan Rick. Tudo pode acontecer.

Cerco ao Alan
Estão formando um cerco em torno de Alan Rick. O senador, porém, não é ingênuo e tem se mexido para fugir das armadilhas.

Visualização ao Thor
Pelo lado da esquerda, parece que o tempo parou. Passa da hora de darem mais visibilidade ao médico Thor Dantas. Pré-candidato ao governo, se trata de o diferente dentre as candidaturas postas, face o vasto conteúdo técnico, intelectual e político.