No Acre, o que não aconteceu, pode ter certeza de que vai acontecer.
Tenho um amigo que jura, de pés juntos, que ainda teremos uma chuva de fezes.
Eu não duvido é de mais nada.
Veja o que aconteceu com os moradores abrigados no Parque de Exposições Wildy Viana.
Alagados nas suas casas, foram alagados no abrigo.
É uma mistura de falta de sorte com a incompetência do poder público.
Pobre, realmente, não tem um minuto de sossego.
O que mais impressiona e incomoda é as pessoas quererem normalizar o que é anormal.
Vivemos uma grande tragédia.
Agora são as cheias nos rios acreanos.
Em breve será a seca e as queimadas desenfreadas.
E ainda tem gente que não acredita no efeitos maléficos da ação do homem no meio ambiente.
Quando eu digo que não podemos normalizar o anormal falo muito sério.
Como pode ser normal termos um prefeito na capital mais preocupado em obter um novo mandato do que em socorrer à população?
Como pode ser normal governo e prefeitura disputar o protagonismo numa situação catastrófica para ver quem consegue pescar mais votos?
É anormal ter um governador completamente encalacrado com a Justiça, que pode ser afastado a qualquer momento.
Isso sim.
As águas trazem velhas promessas.
Uma delas é a construção de casas populares.
Em cinco anos de desgoverno, Gladson Dançarino Cameli não construiu uma habitação popular.
E prometeu muitas.
Se ele tivesse construído 100 casas por anos, pelo menos 500 famílias não estariam sofrendo tanto.
Mas não construiu uma
O prefeito Tião Bocalom prometeu que construiria mil e um casas em um dia.
Mais um promessa dele para inglês ver.
As casas populares, se o governo e a prefeitura não fizerem barbeiragem, se sairão do papel.
Mas serão construídas, mas pelo governo do presidente Lula, que é tanto é desprezado pelo povo acreano.
É a vida…
Como todos normalizam os absurdos, estou ficando convencido de que não está valendo a pena dar murro em ponta de faca.
Vou normalizar tudo e passar a falar mais de futebol, corrida e culinária.
Estou cansando ficar cozinhando galo duro.
