“Quem fala em nome do PT, em nível municipal, estadual e nacional, são os seus presidentes”, diz Daniel Zen

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Professor do curso de Direito da Universidade Federal do Acre (Ufac) e presidente estadual do PT, o ex-deputado Daniel Zen se posicionou sobre notícias publicadas na imprensa dando conta da aproximação dos petistas com o governador Gladson Cameli (PP), com o fito de provável aliança nas eleições do próximo ano, conduzida pelo militante Cesário Braga.

Segundo Zen, tradicionalmente, só quem fala em nome do PT são os seus presidentes. “Em nome do PT Nacional, a deputada federal Gleisi Hoffmann; em nome do PT do Acre, o ex-deputado estadual Daniel Zen; em nome do PT de Rio Branco, a sua atual presidenta, Selma Neves. E assim sucessivamente em cada município do nosso Acre”, disse.

Qualquer outra declaração, explicou o dirigente, deve ser vista como a opinião isolada de um militante. “E todos tem o direito de se manifestar, mas não como a posição institucional do partido que, a propósito, faz parte de uma Federação que conta com mais dois partidos”, declarou.

Zen salientou que, para se chegar a uma posição como essa, em um partido como o PT, é necessário um longo processo de debates e deliberações. “Não se chega a uma posição assim de forma individual, isolada e nem da noite para o dia”, destacou.

O dirigente petistas frisou que  Cesário Braga é um bom companheiro, militante e dirigente partidário. E tem procurado, na sua opinião,  fazer um bom trabalho à frente da Superintendência Estadual do MDA aqui no Acre.

“Não vejo problema algum em que sejam promovidas reuniões de aproximação e de alinhamento institucional entre o Governo do Estado e o Governo Federal. Isso é positivo para o Acre e sua população, que esperam por bons resultados”, comnetou.

O que não se pode, explicou o dirigente,  é confundir um alinhamento institucional entre governos,  saudável, desejável e positivo, com aliança político-eleitoral. “Respeitamos o governador Gladson Cameli, mas, ao menos em princípio, não há deliberação do PT do Acre sobre aliança eleitoral com ele, que isso fique bem claro”, ratificou.

Em se tratando de alianças políticas em torno da formação das chapas majoritárias, visando as eleições de 2024, Zen afirmou que, na sua opinião,  em Rio Branco quem deve conduzir e opinar sobre esse processo “é o pré-candidato que apoiamos e o seu respectivo partido, no caso, o Marcus Alexandre e o MDB”.

“Se ele desejar uma aliança com Gladson e com o PP, é ele quem deve dizer e procurar construir isso, não o PT. O PT não vai se colocar como obstáculo, mas também não vai se colocar na condição de fiador disso”, explicou Zen.

Daniel Zen finalizou a nota enviada a este Portal com a seguinte frase: “Se for o caso, eles que se entendam. Nessas eleições de 2024, aqui em Rio Branco, nós do PT seremos apenas aliados. E aliado participa da aliança na condição de convidado. Quem dá o tom na construção da aliança não são os convidados e sim quem convida”.