Acho desnecessário reafirmar que fui, sou e dificilmente deixarei de ser um crítico daquilo que considero um desgoverno no Acre.
Mas isso não impede que enxergue algum mérito no Dançarino: ele é bom de voto.
Desde o início estava claro que o regente venceria a verdadeira oposição.
Os petistas Jorge Viana e Marcus Alexandre são craques.
Em termos de gestão, são infinitamente melhores do que Gladson Cameli, mas a dupla da estrela não tinha como vencer.
Craques não vencem sem um time competitivo.
Faltava aos petistas um exército de candidatos proporcionais que lhe empurrassem para cima.
Faltava-lhes a musculatura financeira para tocar uma campanha.
Sobrava-lhes a rejeição ao PT provocada pelo bolsonarismo doentio que domina o Acre.
Era uma “fartura” só…
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Mas quero falar mesmo é de outra coisa: do bom de voto.
Gladson Cameli conseguiu deixar minúsculos os seus antigos aliados.
Vamos falar de um por um para ficar mais didático.
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Começo falando do senador do orçamento secreto, o Shape.
Marcio Bittar, cheio de boça, tentou encurralar o Dançarino, mas dançou feio.
Vendo que não emplacaria a sua esposa ao lado de Cameli, lançou uma candidatura fake ao governo.
Não conseguiu cinco mil votos.
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Quem também teve votação pífia, para o dinheiro que gastou, foi a senhora Márcia Espinosa Bittar, que ficou na quarta posição na disputa para o Senado.
Era pretensão demais a “prefessora” de história querer um mandato de senadora.
Vamos virar a página?
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Campeão de votos em 2018, o senador Sérgio Petecão saiu menor do que o Montana Jack este ano.
A sua votação caiu quase dez vezes, comparado com o que ocorreu há quatros.
Deve está pagando caro pelo apoio dado nas eleições de 2020, quando foi o principal cabo eleitoral do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.
Bocalom está muito mal na foto.
Petecão parece estar longe de ser cem por cento popular.
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O furacão eleitoral chamado Gladson levou para a balsa os irmãos Wherles e Mara Rocha, o morubixaba do MDB, Flaviano Melo, e deixou sem dente Vagner Sales, denominado Leão do Juruá.
Jéssica Sales, que todos achavam que seria a campeã de votos, amargou uma dolorida derrota.
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Como não lembrar da deputada federal Vanda Milani?
Ela foi fragosamente derrotada na corrida do Senado e não conseguiu eleger o seu filho Israel deputado federal.
A lista é grande.
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Se houve estrago na esquerda, do lado da direita o cara que pula para todos os lados espatifou foi tudo.
Mostrou que, ao contrário dos todos pensavam, foi o ele o grande eleitor em 2018.
Provou que a turma surfou na sua popularidade e não o contrário.
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Bem, com a área limpa, Gladson Cameli só não faz um mandato diferente agora se não quiser.
Ele tirou todas as tranqueiras do seu lado.
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A única pessoa que ele tentou de todas formas, mas não conseguiu foi a sua vice Mailza Gomes.
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O céu de Gladson Cameli só não é de brigadeiro porque ainda terá dores de cabeça com a Justiça.
A Operação Ptolomeu está viva.
E tem muitas provas no processo.
Gladson tem o dever de tirar o Acre do lamaçal de corrupção.
Se é que isso importa à população.
Vida que segue.
Fui.
Um forte abraço e um cheiro do Rosas.
