Dinheiro supostamente destinado à BR-364 é quatro vezes menor do que Marcio Bittar destinou à Santa Casa

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Ministro da Casa Civil promete que não vai faltar o que falta em abundância: recurso para manutenção da estrada

Cedo, em Brasília, uma trupe de políticos acreanos – muitos inexpressivos – foi fazer um beija mão ao ministro-chefe da Casa Civil da Presidência República, Ciro Nogueira.

Morubixaba da política, Nogueira foi com a aquela velha conversa de bêbado para delegado.

Garantiu que não faltará recursos para a BR-364.

O problema é que a estrada está praticamente fechando exatamente porque falta recurso em abundância.

Os políticos do Acre não têm prestigio e tão pouco credibilidade para conseguir o dinheiro necessário para recuperar uma das mais importantes rodovias do Estado.

Acusado de ser chefe de uma organização criminosa, o governador Gladson Cameli é um homem acuado tentando salvar a própria pele.

À tarde, a mesa turma foi ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

Na audiência, o diretor do órgão, Antônio dos Santos Filho, disse que irá liberar R$ 30 milhões.

Parece muito dinheiro, mas não é.

É uma merreca.

Para ser ter noção, o senador Marcio Bittar destinou R$ 50 milhões para a minúscula cidade de Gameleira de Goiás.

O mesmo Marcio Bittar anunciou que irá destinar R$ 126 milhões para a Santa Casa de Misericórdia, transformada em Santa Casa da Amazônia.

Veja como os políticos acreanos são carentes de compromisso.

O dinheiro que pode ir para a Santa Casa, que é privada, é 4,2 vezes maior do que o governo Jair Bolsonaro disse que destinará à BR-364.