
Dois pedidos de impeachment na primeira semana do ano. O recorde é de Gladson Cameli, governador do Acre.
Nos últimos sete dias, ele conseguiu superar o aliado Jair Bolsonaro, que encerrou 2021 com centena e meia guardados na gaveta de Arthur Lira, presidente da Câmara.
Candidato à reeleição pelo partido de Lira, o Progressistas, Cameli é herdeiro político do tio Orleir, que governou o Acre nos anos 90. Aos 43 anos, já foi senador, deputado federal e lidera as pesquisa na disputa pelo governo estadual.
Na política e nos negócios, ele representa a renovação da oligarquia do município de Cruzeiro do Sul, lendária na influência e nos lucros na exploração de madeira no Vale do Juruá, fronteira da Amazônia com o Peru.
Os pedidos de impeachment apresentados na Assembleia do Acre nesta semana têm como fundamento inquéritos sobre corrupção em andamento no Superior Tribunal de Justiça sob a supervisão da juíza Nancy Andrighi.
Veja a publicação original aqui.
Esse material sobre a Operação Ptolomeu foi publicado, na série Esquemão Azul, publicada por este Portal e o blog do Fábio Pontes.
