Certamente o governador Gladson Cameli não ouviu o seu conselho político, ou conselho de anciãos, quando autorizou o seu apoio à candidatura do vice-prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, à sucessão de Ildelei Cordeiro.
O problema não é nem a falta de respeito com Cordeiro, que, mesmo enrolado com a polícia e a Justiça, sonha em concorrer a um novo mandato, o que é pouco provável.
O cerne da questão é que Lima está na mesma canoa furada de Cordeiro. Ambos foram cassados e procuram reverter a cassação na Justiça Eleitoral.
Companheiro de chapa de Ilderlei Cordeiro nas eleições de 2016, Zequinha Lima também corre o risco de ficar inelegível por oito longos anos, o que inviabiliza a sua pretensão no pleito deste ano.
O processo que julgará o crime do qual a chapa é acusada deverá entrar na pauta do Tribunal Regional Eleitoral nas próximas semanas e as expectativas não as melhores.
Neste caso o curioso é que o suposto crime eleitoral foi cometido, também, pelo ex-prefeito Vagner Sales, que à época, apoiou a chapa vitoriosa.
Outra curiosidade é que o processo foi aberto pelo PSDB, partido do vice-governador Wherles Rocha, que tinha como candidato a prefeito o professor Henrique Afonso.
