Alunos comem carne de terceira na merenda, enquanto empresários recebem como se entregassem carne de primeira

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Suposto desvio de R$ 37 milhões

envolve 32 empresas fornecedoras

Quem rouba a comida de alunos humildes, é capaz de tudo.

O escândalo da merenda escolar veio a público pelo próprio governador e pode acertar no estômago de aliados do governo, que fornecem para a Secretaria de Estado de Educação (SEE).

Segundo matéria assinada pelo assessor do governo Altino Machado, e publicada na Agência de Notícias, a SEE estava pagando carne de terceira ao preço de carne de primeira.

Ainda segundo a matéria, a carne moída de peixe não foi identificada como filé de peixe.

De acordo com o controlador-geral do Estado, Luís Soares, também existem os casos em que os produtos não foram entregues ou foram entregues apenas parcialmente.

“O grave também é que as notas foram atestadas como se os insumos tivessem sido entregues ao almoxarifado, porém boa parte não consta no estoque e não há rastreabilidade”, afirma o controlador.

Há muito dinheiro envolvido.

No ano passado, a SEE estimou em R$ 48,6 milhões o orçamento da merenda escolar e aditivou R$ 7,1 milhões, em outubro e novembro, totalizando um gasto de R$ 55,6 milhões.

A previsão orçamentária da merenda escolar para 2020 é de R$ 112 milhões.

O suposto desvio envolve R$ 37 milhões e 32 empresas fornecedoras de insumos da merenda escolar da rede pública estadual de educação.

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