Por Leonildo Rosas
Há exatamente um mês, o governador Gladson Cameli deu a seguinte declaração sobre o seu secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano: “Não vou mexer, por enquanto, na Seinfra. Tive uma conversa com o Thiago e espero que ele se adeque às minhas exigências. Digamos que esteja sob vigilância”.
Sob vigilância, Caetano tratou de procurar sustentação para se apegar a qualquer coisa que lhe garanta a manutenção no cargo.
Por isso, não é estranho o áudio de um assessor de Caetano convocando os comissionados para prestigiar os atos da Seinfra.
Com todas as letras, o assessor Weber Gonçalves de Brito afirma que o seu chefe corre o risco de perder o emprego.
O que veio domínio público na Seinfra é regra em todas as secretarias. Os secretários têm como primeira missão diária ler o Diário Oficial para ver quem foi exonerado.
O medo na equipe impede que haja um planejamento a curto e a médio prazo, o que engessa a máquina pública e trava a iniciativa privada.
Confrontado com a realidade, Thiago Caetano disse que repreendeu ao subordinado.
É pouco.
A demissão seria o melhor remédio, pois o assessor, na verdade, eviscerou uma prática repressiva não apenas de uma secretaria, mas de todo um governo.
E Caetano segue sob vigilância…
