Se for dentro da lógica e da jurisprudência, não vai dar certo a estratégia jurídica adotada pelos advogados do Gladson Cameli (Progressistas) de usar o filho do governador, de apenas seis anos, como escudo para livrá-lo da acusação de ser chefe de uma organização criminosa.
Os advogados com honorários milionários querem o arquivamento do processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando que a Polícia Federa (PF) investigou e monitorou o filho do governador.
Não é verdade.
Alegam também que houve falha na obtenção de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Outra inverdade.
Para não publicar bobagem, o Portal Espinhoso foi pesquisar.
Descobriu que o Supremo Tribunal Federal (STF), em recente julgado, entendeu que o compartilhamento dos RIFs com autoridades de investigação – como o Ministério Público – não exige autorização judicial.
Segundo a corte, não se trata de quebra de sigilo bancário porque o Coaf não repassa informações detalhadas sobre contas e operações financeiras , mas apenas comunica a existência de operações especificas e pontuais, que podem caracterizar lavagem de dinheiro a depender do contexto no qual se realizam.
Cabe deixar claro que o Coaf não tem acesso a extratos bancários ou informações amplas sobre todas as movimentações do cliente do banco, mas apenas àquelas consideradas pela instituição bancária.
Pelo o que está no processo, em momento algum a criança é apontada como investigada.
Quem enfiou o garoto na história foi o próprio governador, que deveria ter o pudor de tentar usá-lo como escudo de um esquema que, segundo os investigadores, desviou mais de R$ 800 milhões dos cofres públicos.
Fonte do Portal lembra que uma criança tutelada pelos pais não teria como fazer movimentações milionárias.
A mesma fonte garante que, pelo o que sabe, Gladson Cameli “está enrolado pelas próximas três gerações”.
Certo é que os investigadores obtiveram mais informações que se configuram em lavagem de dinheiro e que há novos personagens bem próximos ao governador que podem ser arrolados e enrolados.
Vida que segue!
