Afastado por decisão do STJ, chefe da Casa Militar de Gladson Cameli é considerado apenas “ausente” em decreto publicado no DOE

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Chefe da Casa Militar do governo, o coronel da reserva Amarildo Camargo está fora das suas funções desde o dia 16 de dezembro do ano passado.

Não faz isso por vontade própria.

Camargo está fora das suas funções por determinação da ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça.

Alvo da Operação Ptolomeu, deflagrada pela Polícia Federal (PF), o chefe da Casa Militar foi acusado de ir à uma concessionária local buscar R$ 70 mil em espécie.

O dinheiro teria sido deixado no local pelo amigo de Gladson Cameli, Rudilei Estrela, para, supostamente, pagar parte da compra de um veículo tipo Pajero, adquirido do governador do Acre.

Foi esse veículos, aliás, que levou os policiais a passarem a investigar o chefe do Executivo acreano.

Mesmo afastado, Camargo foi o único dos implicados pela PF que não perdeu o cargo.

Convenhamos, analisado ao pé da letra, ele não cometeu crime. Apenas cumpriu ordem.

Os demais foram exonerados pelo governador.

Além de não perder o emprego, para a cúpula do governo, o coronel não consta como se tivesse sido afastado.

Isso é o que demonstra o decreto publicado no Diário Oficial do Estado, na edição de ontem.

Gladson Cameli nomeou o também militar da reserva Carlos Augusto da Silva Negreiros para responder pelo comando da Casa Militar.

Estranha é a redação dada ao decreto.

Negreiro irá assumir a pasta cumulativamente pela “ausência”  do titular e não por afastamento em razão de decisão judicial.

E o salário, ele continua recebendo?