Deu no UOL: Investigado, governador do Acre atribui aumento do patrimônio à inflação

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ESTADÃO CONTEÚDO

“Quem é gestor público hoje, quem está a serviço, como eu como governante, nós temos que estar preparados, prontos, para situações como essa”, afirmou. “As instituições, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e os demais órgãos, têm todo o direito de esclarecer onde há dúvidas.”.

Investigado pela Polícia Federal sob suspeita de desvios em contratações públicas, o governador do Acre e pré-candidato à reeleição, Gladson Cameli (PP), rebateu nesta sexta-feira, 14, os questionamentos levantados contra sua gestão. Em entrevista ao UOL News, ele negou irregularidades e disse que tem interesse em esclarecer, ‘o quanto antes’, o que chamou de ‘pontos de dúvida’.

As suspeitas vieram a público em dezembro, quando a PF abriu a Operação Ptolomeu e prendeu a chefe de gabinete do governador.

Ao UOL, Cameli disse estar ‘pronto para colaborar com os órgãos de investigação’. “Eu tenho procurado ficar em silêncio, porque às vezes uma palavra, um gesto, podem interpretar que eu queira atrapalhar”, declarou. “A partir do momento que eu não crio nenhum tipo de problema que venha a querer atrapalhar as investigações é o mínimo que eu posso fazer.”.

Os investigadores desconfiam que o governador tenha agido para prejudicar a Operação Dose de Valores, que foi aberta em junho do ano passado e acabou arrastando Cameli para o centro das suspeitas de irregularidades apuradas na Ptolomeu. A suspeita é que a ação tenha sido vazada, o que teria permitido ao Executivo decretar ponto facultativo justamente no dia em que a Polícia Federal cumpriria mandados de busca e apreensão. Na ocasião, a justificativa da medida foi a redução da circulação em razão da pandemia, mas onze dias depois o governo autorizou a reabertura do comércio.

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