Candidatos à Prefeitura de Rio Branco participam de debate da OAB/AC e da CAA/AC nesta sexta

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Todos os detalhes já estão prontos para o evento histórico promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB/AC) e a Caixa de Assistência dos Advogados (CAA/AC), que nesta sexta-feira, 6, reunirá pela primeira vez os candidatos à Prefeitura de Rio Branco em debate para exposição de ideias e confronto direto entre os concorrentes. A partir das 19h, todos os sete que pleiteiam a chefia do Poder Executivo Municipal estarão a postos no evento que será transmitido na internet.

Os eleitores acompanharão o evento por meio do Facebook e do canal “OAB Acre” no Youtube, além da cobertura fotográfica em tempo real pelo Instagram da entidade (@oabacre). Dividida em três blocos, a ação será realizada no auditório da OAB/AC com duração estimada de 1h40min. Membra da Comissão de Direito Eleitoral (CDE), responsável por promover o encontro, Iolanda Almeida fala que será uma grande oportunidade para as pessoas analisarem as propostas de cada um e escolher.

“A expectativa é grande porque em 88 anos de história da OAB esta será a primeira vez que realizaremos um debate entre os postulantes a um cargo Executivo. Será um marco e a sociedade pode esperar um debate justo, inteligente e saudável. Tivemos muito cuidado na elaboração das perguntas feitas pelas comissões, conselheiros seccionais e Diretoria para levar qualidade. Todos confirmaram presença e isso demonstra a credibilidade que temos na sociedade”, pontua Iolanda.

O debate será mediado pelo advogado e corregedor-geral da Seccional Acre, Gilliard Nobre Rocha. Ele destaca que sente-se honrado em participar do que considera como um momento marcante. “Os eleitores podem esperar um debate isento, dinâmico e que abordará os mais relevantes temas de nossa cidade. Certamente, uma ação muito positiva de nossa OAB que sempre pensa em proporcionar o melhor para a nossa sociedade”, finaliza.

Estrutura

Dividido em três blocos, o debate terá na abertura perguntas com temas específicos, selecionados pela OAB/AC e a CAA/AC, e o candidato poderá responder em até 1min30s. No segundo bloco, os prefeituráveis perguntarão entre si, com direito à réplica e à tréplica. A terceira e última etapa seguirá a mesma linha da segunda, juntamente com as considerações finais, de 1min30s.

Assessoria

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →