Assédio judicial, tentativa de calar, direito de resposta e nova eleição para o Senado.

2–3 minutos

Olá, bora porongar?

Não é de hoje que venho sofrendo os mais diversos tipos de assédio judicial.

Pululam ações  contra mim nas áreas cível e criminal.

Nas audiências, é comum perguntarem se fui processado e condenado.

Digo que sim, mas destaco que nenhuma condenação se deu por eu roubar dinheiro público.

Elas ocorreram justamente por eu denunciar corruptos.

E com provas.

Mas, nesses mistérios nada misteriosos do Judiciário, as condenações ocorreram.

O que faço é recorrer à instâncias superiores.

Esses recursos têm custo.

Em diversas oportunidades retirei dinheiro da minha família para pagar advogado.

Noutras, poucos amigos contribuem com as despesas.

Mas, na maioria das vezes, amigos advogados fazem a defesa gratuita.

O meu trabalho é quase voluntário.

Não tenho patrocinadores oficiais.

Em diversas oportunidades ofereceram muita grana para eu ficar calado.

Vocês viram que não me calei.

No presente momento, o ex-governador do Acre, Gladson de Lima, o Dancinha, entrou com ação contra mim na Justiça Eleitoral.

O amigo Giordano Jordão, apresentou a defesa.

O Giordano é craque na área do direito.

Como sempre, sem cobrar.

Gladson de Lima pede para eu ser multado e direito de resposta.

Eu disse que a sua candidatura ao Senado é fake.

Para evitar dar trabalho à  justiça, partir de hoje não direi que a sua candidatura é fake.

Direi apenas que, à luz da legislação, ela não existe.

Acesse ao site da Justiça Eleitoral e confirme.

Pode olhar aqui embaixo.

A sua candidatura não foi registrada.

Se não há registro, a candidatura é o quê?

A conclusão é sua.

Sei que esse cidadão levará a candidatura sub judice.

Muito provavelmente, se não houve outra decisão nos próximos dias, o seu nome constará na urna.

Fatalmente os votos serão anulados.

À luz da lei, ele não tem chance de reverter a decisão do STJ que lhe condenou a 25 anos e nove meses de cadeia.

Gladson de Lima, o Dancinha, é um condenado pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, corrupção e formação de organização criminosa.

O bicho é tão cara de pau que me processou por eu dizer tudo isso que é publico é notório.

Sabe o que é pior: o capricho desse sujeito pode custar ainda mais aos cofres públicos.

Caso a maioria da população resolva votar no maior corrupto da história do Acre, os votos serão anulados e, obrigatoriamente, terá que ser realizada uma nova eleição para o Senado.

Ah, os processos não me calaram.

Mas não é fácil seguir lutando contra os moinhos de vento.

Nessa ação, a brilhante defesa feita pelo Giordano Jordão, foi bem sucedida.

O juiz Leandro Leris Gross assim decidiu:

“Ante o exposto, em consonância com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, JULGO

IMPROCEDENTE o pedido de direito de resposta e, por consequência,

a) REJEITO os pedidos de remoção da publicação, de fixação de multa coercitiva, de tutela inibitória e de

homologação do texto de resposta;

b) MANTENHO a ordem de preservação do conteúdo e dos dados relacionados à publicação, pelo prazo de 180 dias.

Viva a democracia.

Fui.

Um forte abraço.

Um cheiro do Rosas.

E vida que segue.