Frase: “Não lamento as pessoas que perdi com o tempo, mas lamento o tempo que perdi com certas pessoas, porque as pessoas não me pertenciam, mas os anos sim!”, Carl Gustav Jung
Origem do dinheiro
Há três semanas, a Polícia Federal acordou o governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, em uma operação que investiga a obtenção de brevê, a autorização para pilotar avião, de forma irregular. Na ocasião, foi encontrado em dois cofres quase R$ 600 mil em dinheiro vivo. Até a presente data, o rapaz não se apressou para justificar a origem da grana.
Miúdo e graúdo
Segundo pipira que presenciou a operação, – não tenho fonte na Polícia Federal – o montante encontrado demonstrou que Dancinha Cameli não faz distinção de cédulas. Esse pequeno pássaro afirmou que tinha notas de dois a duzentos reais.
Denarium, a inspiração?
Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, usou as suas redes sociais para parabenizar o governador de Roraima, Antônio Denarium, pela passagem do seu aniversário. Ambos estão enrolados na Justiça. Será que o acreano encontrou a inspiração para tentar se manter no cargo e elegível?
É tetra
Denarium foi condenado e cassado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. É tetra. Ele, porém, continua nos cargos graças aos recursos ao TSE. O vice-governador, Edilson Damião, também perdeu o direito de permanecer no mandato.
Os crimes
O governador de Roraima e os seu vice foram condenados sob as acusações de abuso de poder político e econômico, bem como o uso indevido dos meios de comunicação social por meio de programas sociais, além de indevida promoção institucional antes das eleições de 2022.
Pedido de vista
Desde o fim do ano passado, o processo julgado no TSE em relação à terceira cassação está suspenso graças a um pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques. Já há dois votos pelas cassações do governador e do seu vice. O ministro André Mendonça reconheceu a prática de duas condutas vedadas pelo governador e seu vice. A relatora, ministra Isabel Gallotti, havia reconhecido quatro dessas condutas.
Volta do Noronha
Quanto à situação do Dancinha, o ministro-revisor da ação penal em curso contra ele no STJ, João Otávio Noronha, tem poucos dias para devolver os autos à Corte Especial. O prazo de 90 dias vence dia 17. Após a devolução, o ministro-presidente, Herman Benjamin, decidirá quando colocará em pauta.
Sem mandato
Noronha poderá mudar o entendimento e discordar da ministra-revisora, Nancy Andrighi, que votou para condenar pela perda do mandato e da liberdade de Gladson Dancinha. A condenação foi de 25 anos e nove meses de detenção em regime, inicialmente, fechado. O pior: o julgamento poderá acontecer quando ele estiver fora do mandato.
Argumento para condenar
Falando em Justiça, um dos argumentos utilizados para me condenar a oito meses de detenção em regime semiaberto é o que eu já teria condenação anterior. O problema é que eu não sou bandido. Fui condenado justamente por denunciar esse tipo de gente, que rouba dinheiro público. É como misturar alho com bugalho.
Tentativa de calar
Os juízes na percebem – prefiro acreditar nisso – que estão usando a Justiça para tentar calar ou intimidar uma voz que se posiciona contra os absurdos. Condenado e preso por denunciar bandidos, eu seria retirado do jogo.
Cargo a Mailza
pelos menos dois deputados -um federal e outro estadual – andaram pelas bandas do Tribunal de Contas do Estado sondando sobre aposentadoria de conselheiro para tentar emplacar a vice-governadora Mailza Assis naquela casa. Alegam que ela não consegue decolar de forma alguma para concorrer o governo.
Resposta de conselheiro
Na conversa com os interlocutores do governo, um experiente conselheiro, com a elegância que lhe é peculiar, teria perguntado aos parlamentares: “Vocês acham que ela trocaria um orçamento de R$ 14 bilhões por um salário de R$ 40 mil?”. Você trocaria?
Corre-corre
Março é um mês de corre-corre para os políticos. Muitos procurando partido para se aninhar. Não está sendo missão fácil, principalmente para quem é detentor de mandato, por incrível que pareça. As articulações são as mais variadas.
Reforço no Solidariedade
Com a entrada do deputado federal Eduardo Velloso para concorrer ao Senado, a tendência é que o Solidariedade receba muitos reforços. Fala-se na deputada estadual Maria Antonia e no deputado federal Zé Adriano.
Disputa de mulher
Outro reforço para o Solidariedade deverá ser a ex-prefeita de Brasileia Leila Galvão. Ela será candidata ao mesmo cargo que a também ex-prefeita Fernanda Hassem for. É o que me disse a pipira. “Teremos disputa de mulher na fronteira”, disse o pássaro pequeno e fofoqueiro.
Partido é detalhe
Escorraçado do PL pelos interesses de Marcio Bittar, Tião Bocalom, o Peixão, pouco se preocupa com partido. É o que demonstra a sua trajetória desde 1980, quando debutou na política. Nesses anos, até agora, ele se filiou a oito legendas. Fique sabendo, portanto, quem lhe der guarida, que o prefeito quer apenas uma legenda pela qual possa disputar o governo.
Feito inédito
Bocalom pode entrar na história da política como uma pessoa que deixou de concorrer porque nenhum partido lhe deu legenda. Irá colher o que vem plantando ao logo da vida. Mas sempre tem um pé que serve em sapato velho.
Pular fora
Há quem aposte que Bocalom não será candidato. Vai levar essa conversa até o prazo final de desincompatibilização, quando dirá que foi obrigado a ficar no cargo. Seguirá o caminho de tentar eleger a sua esposa deputada federal.
O maior interessado
Quem não está gostando nada da sinuca de bico em que meteram Tião Bocalom é Alysson Bestene. O vice-prefeito chora um olho e remela o outro pela renúncia do prefeito. Estaria, inclusive, procurando uma legenda para abrigar o Peixão.
Encontro de vereadores
O governo promoveu um inócuo e eleitoreiro encontro de vereadores. É típico evento com a intenção de potencializar a candidatura da vice-governadora Mailza Assis. Se houvesse um Ministério Público atuante, o mesmo deveria investigar os procedimentos. O TCE também pode agir.
