PORONGA – Sobre acreanos que procuram oportunidades em outros estados, propina e outras notas da política

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Frase: “O idiota que se ofende quando recebe critica sempre vai estar rodeado de pessoas falsas e futuros traidores”, Maquiavel.

Saldo migratório 

Como acreditar que as coisas vão bem no Acre, conforme quer fazer acreditar o governo e a sua imprensa comprada? Matéria publicada no site www.notíciasdahora.com.br revela parte do pouco daquilo que todos sabemos: o acreano está indo embora.  

Mais de 33 mil

Acho que é mais. Mas, a matéria diz que dados do Censo Demográfico revelam que o Acre enfrenta um expressivo movimento migratório negativo. Ao todo, 33.970 pessoas nascidas no estado passaram a residir em outras unidades da federação, enquanto apenas 10.226 migrantes de outros Estados se estabeleceram em território acreano no mesmo período. O resultado é um saldo migratório negativo de 23.744 pessoas.

Uma diáspora 

O site afirma que, de acordo com o IBGE/AC, o número representa os moradores que deixaram o estado nos últimos cinco anos em busca de oportunidades fora da terra natal. Os destinos mais procurados pelos acreanos foram Mato Grosso, Santa Catarina e Paraná, indicando uma mudança no padrão histórico de migração, já que São Paulo figurava como principal destino entre os censos de 1991 a 2010.

Sobre propina

A partir de publicação minha, alguns sites e jornalistas publicaram textos falando sobre a prisão de um empresário que, supostamente, teria sacado dinheiro para pagar propina a membros do governo. Esse caso fica para a polícia e a Justiça. Acho que devemos tratar com seriedade o verdadeiro propinoduto ‘construído’ dentro da administração estadual. 

Empresários vítimas?

Converso com muitos empresários. Eles me procuram. Todos que detém contratos com o governo são categóricos ao afirmar que, se não deixarem a propina, não recebem. Ai fica a dúvida: essa turma é cúmplice ou vítima? Eis a questão. 

Regulamentar pagamento

Não sou especialista. Mas considero, porém, que os órgãos de controle poderiam criar normativas capazes de regulamentar os pagamentos de prestadores de serviço e fornecedores. Isso consistiria em estabelecer prazo para que os órgãos governamentais paguem as notas fiscais apresentadas com o devido aceite pelo órgão pagador.

Galo cozinhando

Pelos relatos que chegam até a minha, os gestores ‘cozinham o galo’ para fazer os pagamentos. Só fazem a liberação após o empresário aceitar deixar, a título de ‘dizimo’, o percentual exigido. A regra é simples: paga a propina ou ficar chupando os dedos. Pobre Acre!

Omissão na fiscalização 

Obviamente, esse propinoduto dentro do governo foi construído porque contou com a omissão dos órgãos de controle, aqueles que deveriam fiscalizar os desmandos. Como se omitiram, os corruptos e corruptores se sentiram livres, leves e soltos para agirem. A população é quem paga o pato.  

O inelegível 

Cuidado com as contas que estão fazendo rumo a eleição deste ano. É ‘arriscoso’ trabalhar contando com o nome do governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, na urna. Ele deverá ser chegar ao pleito inelegível. 

Longo caminho

Até outubro haverá um longo caminho. O ministro-revisor da ação penal contra o governador, João Otávio Noronha, tem até o dia 17 de março para apresentar o seu voto e levar os autos a julgamento. A desincompatibilização, por lei, é no início de março. 

Perda de foro?

Mesmo que perda o foro privilegiado, após a desincompatibilização, Gladson de Lima Cameli seguirá sendo julgado no STJ. Há jurisprudência sobre isso, haja vista que cometeu os crimes dos quais é acusado no exercício da governadoria. Não terá vida fácil.

Proxima denúncia

Pelo andar da carruagem, a ministra Nancy Andrighi deve levar em breve à Corte Especial do STJ o recebimento de mais uma denúncia contra o governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha. Trata-se do chamado ‘Case Colorado’. 

Família envolvida

Esse ‘Case Colorado’ está sob sigilo absoluto no STJ. Envolve diretamente o pai do governador, Eládio Cameli, e outros parentes. ocorre que, em fevereiro do ano passado, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, acolheu a questão de ordem e decidiu que somente o governador iria ser julgado naquela instância superior. Os demais tiveram os seus casos baixados para a Justiça Federal.

A missão de Oswaldinho

Novo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, carrega consigo a responsabilidade de devolver ao Ministério Público Estadual o protagonismo de outrora no combate às estripulias e omissões cometidas por gestorss públicos. Nos últimos anos, alguns malfeitores surfaram na falta de ações capazes de combater atos errados e ilegais. Que assim seja…

Cuidado, Alan!

Favorito a vencer o pleito para o governo nas eleições de outubro, Alan Rick precisa ficar atento às cascas de banana que estão colocando no seu caminho. Uma delas é a indicação da pessoa que pode concorrer à vice-governadoria. Compor com alguém que tem pretensões e ambições políticas a curto prazo é dormir com o inimigo, ou inimiga, diariamente. 

Exemplos na história

Durante 20 anos, o PT governou o Acre com uma aliança chamada Frente Popular do Acre. Nenhum dos três governadores – Jorge Viana, Binho Marques e Tião Viana – teve problemas com os seus vices. Não tiveram primeiro porque eram capazes de liderar, mesmo nas adversidades. Em segundo lugar, os ocupantes dos postos na vice-governadoria eram leais ao extremo. 

A fazenda

Não, o título da nota não é sobre o reality show promovido pela Rede Record. O que se fala com gosto de gás é sobre uma propriedade adquirida por milhões de reais em Brasileia e supostamente doada à uma amada. Com o romance desfeito, o ‘doador’ estaria fazendo o uso do poder que tem para recuperar o imóvel. A fazenda foi apenas um dos muitos regalos caros que a bela moça teria recebido. Esse povo é fofoqueiro. 

TCE e as emendas

Durante 2025, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi o único órgão de controle que não hibernou e fechou os olhos para os ilícitos. A Corte entrou 2026 ainda mais ligadas. Chega a informação de que auditores estão atentos à aplicação dos recursos destinados à entidades por meio de emendas parlamentares. Arrisco a afirma que há muito rolo.

Progresso do Acre

Dentre as entidades beneficiadas, há uma que recebeu uma enxurrada de emendas. Falou de um tal Instituto Progresso do Acre, que foi contemplado com R$ 18 milhões. O mesmo teria ligações com o deputado federal Eduardo Velloso.