PORONGA – Execução bárbara na Cidade do Povo alerta para o uso inadequado de redes sociais

 


Olá, vamos porongar!

Triste da pessoa que perde a capacidade se indignar.

Felizmente eu não perdi.

Nunca vi a jovem Yara Pauino da Silva, mas a sua bárbara execução mexeu comigo.

Está na imprensa que ela foi executada no meio da rua, na Cidade do Povo.

E o que é mais chocante: foi morta em razão de boatos que circulavam em grupos de WhatsApp.

Não vou falar sobre os executores.

Afinal, tenho juízo e gosto de viver.

Não brigo com essa turma.

E nem brinco.

Se nem a policia encara, por que eu iria encarar?

Mas a imprensa e a polícia afirmam que a moça foi executada a partir de boatos.

Disseram que ela matou um filho de apenas dois meses e jogou no lixo.

O boato chegou aos que mandam na área.

A moça foi retirada da sua casa, em frente de dois outros filhos, e barbaramente executada.

Depois, foi constatado que a ossada encontrada e que supostamente era do bebê nada mais era do que os restos mortais de um cachorro.

Isso mesmo, de um cachorro.

Vivemos um mundo cão.

O lamentável episódio serve para reforçamos os cuidados com o uso de instrumentos como WhatsApp.

O uso inadequado traz morte física e de reputação.

É claro que a polícia não chegará aos disseminadores do boato.

Muito menos dos executores.

Parece que retomamos ao Estado de Natureza, descrita por estudiosos da estatura de Thomas Hobbes, John Locke e Jean Jaques-Rousseau.

Hobbes disse que  os seres humanos possuem uma tendência natural à violência. Daí, sua célebre frase:

– O homem é o lobo do homem.

Locke disse  que ser livre é ter a liberdade de ditar suas ações e dispor de seus bens, e de todas as suas propriedades, de acordo com as leis regentes.

Dessa forma, não ser sujeito à vontade arbitrária de outros, podendo seguir livremente a sua própria vontade.

Rousseau, por sua vez,  afirmou que o ser humano é naturalmente bom. Em estado de natureza, viveria uma vida isolada dos demais, plenamente livre e feliz.

O indivíduo seria o “bom selvagem” inocente e incapaz de praticar o mal, como os outros animais.

Entretanto, esse estado termina quando por algum motivo particular, um indivíduo cerca um pedaço de terra e o classifica como seu.

O surgimento da propriedade privada é o motor gerador de desigualdades e violência.

O homem nasce bom e a sociedade o corrompe.

A sociedade está corrompida.

O contrato social está quebrado.

O homem é realmente o lobo do homem.

É preciso regulamentar o uso das redes sociais.

Ela, mal usada, mata.

Fui.

Um fonte abraço e um cheiro do Rosas.

Vida que segue.

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