MPAC recomenda medidas para fiscalização de apenados com tornozeleira eletrônica no Carnaval

1–2 minutos

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Tutela do Direito Difuso à Segurança Pública, expediu uma recomendação direcionada aos órgãos do Sistema Integrado de Segurança Pública para a adoção de medidas voltadas à fiscalização de presos em monitoração eletrônica durante o período de Carnaval em Rio Branco.

Entre as medidas recomendadas, está a observância das áreas de exclusão estabelecidas pela Portaria nº 845/2025 da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas, que proíbe a presença de monitorados, de forma injustificada, na Praça da Revolução e adjacências no horário de realização das festas, além de estabelecimentos como bares, boates e eventos com aglomeração de pessoas.

Os órgãos de segurança devem adotar providências para garantir o cumprimento dessas determinações, incluindo abordagens individualizadas, conforme a Resolução 412/CNJ, e comunicação com a Unidade de Monitoramento Eletrônico de Presos (Umep) para verificação de eventuais autorizações concedidas. Em caso de descumprimento, a Umep deverá elaborar relatórios individualizados para encaminhamento ao Juízo competente.

A recomendação também prevê que os órgãos de segurança pública atuem na identificação de pessoas flagradas cometendo ilícitos no evento e suas imediações, podendo impedir sua permanência no local para preservação da ordem pública. A Polícia Militar deverá estruturar a logística necessária para a confecção de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) no próprio local, evitando deslocamentos desnecessários de policiais à Delegacia de Flagrantes (Defla).

O MPAC deu o prazo de 24 horas para que os destinatários da recomendação informem sobre o acatamento ou justificativas para eventual não cumprimento.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →