Candidatura de Jéssica Sales a federal pode mexer no tabuleiro político no Juruá e no Estado

1–2 minutos

JURUÁ EM TEMPO

Fontes próximas à família Sales afirmaram com exclusividade ao jornal Juruá em Tempo que devido as condições delicadas de saúde da deputada federal Jéssica Sales, o mais provável é que nos próximos dias a mesma anuncie a disputar da reeleição a câmara federal.

Na avaliação dos aliados, por ser uma eleição majoritária, a disputa ao senado é muito acirrada, exigindo mais fisicamente do candidato. Jéssica se recupera de um tratamento contra o câncer.

Como Jéssica tem hoje a preferência do eleitor juruaense ao senado, caso se confirme sua candidatura à reeleição, os votos do Juruá ao senado poderiam ser disputados mais “mano a mano” entre um candidato indicado por Gladson e outro da oposição.

Dentro do PT, a discussão interna é que, se concretizando esse cenário, o ideal seja correr o risco disputando o governo com Jorge Viana, o que, nessa avaliação, empolgaria não apenas a militância mas também outros setores em que Jorge Viana transita.

A avaliação é que apesar de ainda haver uma rejeição ao PT no estado, seguida de perto pela rejeição a Bolsonaro que tem crescido a cada pesquisa, Jorge Viana tem bom trânsito em setores mais conservadores. Com familiares da antiga Arena, Jorge Viana não teria dificuldade em costurar apoios e entendimentos para além do espectro político tradicionalmente ocupado pelo PT, que de largada, já teria cerca de 30% de apoio.

A liderança ligada à família Sales foi além. “E se o Jorge for candidato ao governo e chegar ao segundo turno estaremos com ele”, disse.

A candidatura de Jéssica à reeleição também cai como um balde de água fria nas candidaturas a federal na região do Juruá. “A Jéssica tirou mais de 24 mil votos somente no Vale do Juruá, tinha muito candidato rezando para ela ter condições de disputar o senado”, finalizou.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →