Pré-candidata a deputada federal por São Paulo, a ex-ministra Marina Silva (Rede) rebateu a fama de “sumida” que lhe imputam nas redes sociais, e afirmou que aqueles que desejam colar essa falácia à sua imagem são os mesmos que nutrem uma visão preconceituosa e autoritária do posto ocupado pelas mulheres no cenário político.
“Essa história de Marina sumida primeiro é uma visão racista, preconceituosa, machista e autoritária”, afirmou Marina durante participação no UOL Entrevista de hoje.
Para a ex-ministra, a chamam de “sumida”, de que só aparece de quatro em quatro anos no período eleitoral, porque ela se recusa a repetir “a lógica da polarização”. Por isso, salientou que, embora participe diariamente dos acontecimentos políticos do país, insistem em tentar “eliminá-la” do debate
“[Essas pessoas são aqueles] que pensam: ‘bem, como ela não simplesmente repete o que a lógica da polarização quer, que esteja na cena política com um olhar que dialoga com as diferenças e que se coloca por si mesmo, então você não existe”.
Na entrevista, Marina Silva relembrou seu histórico por ter nascido em um “regime de semiescravidão”, de ter sido seringueira, passado por “tudo quanto é tipo de violência política” e mesmo assim permanecer como uma voz importante no cenário nacional.
“Essas pessoas que dizem que estou sumida é porque gostariam mesmo que eu estivesse sumida naquilo que elas estão sumidas, no debate sobre meio ambiente, sobre povos indígenas, sobre questões que são fundamentais para o futuro do Brasil”, ponderou, ressaltando que está “no processo e na dinâmica política o tempo todo”.
Veja completo no UOL.


