Marina Silva sobre fama de ‘sumida’: ‘Visão machista, racista, autoritária’

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Pré-candidata a deputada federal por São Paulo, a ex-ministra Marina Silva (Rede) rebateu a fama de “sumida” que lhe imputam nas redes sociais, e afirmou que aqueles que desejam colar essa falácia à sua imagem são os mesmos que nutrem uma visão preconceituosa e autoritária do posto ocupado pelas mulheres no cenário político.

“Essa história de Marina sumida primeiro é uma visão racista, preconceituosa, machista e autoritária”, afirmou Marina durante participação no UOL Entrevista de hoje.

Para a ex-ministra, a chamam de “sumida”, de que só aparece de quatro em quatro anos no período eleitoral, porque ela se recusa a repetir “a lógica da polarização”. Por isso, salientou que, embora participe diariamente dos acontecimentos políticos do país, insistem em tentar “eliminá-la” do debate

“[Essas pessoas são aqueles] que pensam: ‘bem, como ela não simplesmente repete o que a lógica da polarização quer, que esteja na cena política com um olhar que dialoga com as diferenças e que se coloca por si mesmo, então você não existe”.

Na entrevista, Marina Silva relembrou seu histórico por ter nascido em um “regime de semiescravidão”, de ter sido seringueira, passado por “tudo quanto é tipo de violência política” e mesmo assim permanecer como uma voz importante no cenário nacional.

“Essas pessoas que dizem que estou sumida é porque gostariam mesmo que eu estivesse sumida naquilo que elas estão sumidas, no debate sobre meio ambiente, sobre povos indígenas, sobre questões que são fundamentais para o futuro do Brasil”, ponderou, ressaltando que está “no processo e na dinâmica política o tempo todo”.

Veja completo no UOL.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →