Gladson diz à mãe de Théo que secretários não lhe obedecem

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Mãe do bebê Théo, que morreu por omissão do Estado, a fisioterapeuta Joelma Dantas vem travando uma luta tenaz para que a morte do seu filho não seja apenas estatística.

Sem apoio daqueles que deveriam cobrar do Estado, a mãe está fazendo ecoar a sua voz nas redes sociais e nos veículos de comunicação que lhe abre espaço.

Para tentar manter o filho de dez meses vivo, Joelma apelou para todas as autoridades de saúde do Acre.

Recebeu o silêncio e a negligência como resposta.

Até agora, cerca de nove crianças foram a óbitos com o mesmo sintoma de síndrome respiratória aguda.

As unidades de saúde são órfãs de UTI para atender às crianças.

Joelma, depois de tanto acusar e gritar, recebeu, na quinta-feira, um telefonema direto da Suíça.

Do outro lado da linha estava o governador Gladson Cameli, o mesmo que fez pouco caso quando a mãe clamou pela sua intervenção para conseguir uma UTI.

Cameli assumiu o compromisso de inaugurar um espaço com UTI infantil com o nome do pequeno Théo.

A mãe disse que aceitará a homenagem, pois não quer que o seu filho caia no esquecimento.

Sem querer gravar mensagem, possivelmente para não se comprometer, o governador falou que “determinou” atenção especial ao Théo, mas os seus secretários não cumprem às suas determinações.

Uma declaração dessa, para uma mãe que acabara de perder um lindo bebê, soa como ofensa.

Como pode um governador admitir que não manda nos secretários?

Estamos mal, muito mal.

As mães dos filhos que morreram por omissão estatal estão se organizando e deverão buscar reparações na Justiça.