Marina faz aceno a Haddad após ser cotada para vice em SP

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Por Davi Medeiros

Ex-senadora disse que proposta do petista é ‘prioridade’ para o Estado

A ex-senadora Marina Silva (Rede) repercutiu positivamente as declarações de Fernando Haddad para o programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira, 6. O gesto foi interpretado como sinal de aproximação entre ambos, apontando para a possibilidade de ela aceitar o convite para integrar a chapa do petista na disputa pelo governo de São Paulo.

Marina deu a entender que as propostas do ex-prefeito para o Estado são as suas. Ela compartilhou uma citação da entrevista e escreveu que a sugestão do petista é “prioridade”, em letras maiúsculas. Em seguida, complementou uma declaração do pré-candidato, concordando com ele.

Como mostrou o Estadão, Haddad quer Marina como vice no governo paulistapara atrair o eleitorado moderado e antipetista. Entretanto, apesar da afinidade entre eles, a ideia enfrenta alguns entraves. Na coligação do PT com PSOL e Rede, é provável que os psolistas reivindiquem uma posição majoritária na chapa e exija ocupar o posto de vice. Além disso, o partido da ex-senadora considera importante elegê-la para o Congresso, possivelmente para a Câmara, para puxar votos. Soma-se a isso o ressentimento de Marina em relação ao PT após as eleições de 2014, quando a então candidata à Presidência sofreu uma campanha de difamação por parte da legenda de Dilma Rousseff.

 

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →