Isolado, Gladson Cameli tenta reatar com MDB e Marcio Bittar, mas não obteve sucesso até agora

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Os dias e noites não têm sido fácil para Gladson Cameli.

O inferno astral teve início em dezembro do ano passado, quando a Policia Federal deflagrou a  Operação Ptololmeu, e só piora a cada dia.

Candidato declarado à reeleição e ainda em primeiro lugar nas pesquisas, o governador do Acre vive a agonia do isolamento.

É um homem com poder, mas sem a autoridade necessária a um líder.

Ele vive essa agonia por um motivo só: não honra a palavra empenhada.

Vitima das suas próprias práticas, Cameli tenta, de forma quase que desesperada, atrair antigos aliados que pularam fora da sua companhia por não sentirem confiança na sua palavra.

Desde a semana passada, o governo tenta atrair, com promessas de cargos e apoio político, o MDB para o seu palanque.

Despertou para a importância do partido depois que os mdbistas lançaram as candidaturas das deputadas federal Mara Rocha e Jéssica Sales para o governo e o Senado, respectivamente.

Até agora não obteve sucesso.

Segundo fonte,  Jéssica Sales até foi seduzida, mas o presidente estadual do partido, o deputado federal Flaviano Melo,  disse que o assunto deveria ser levado à Executiva partidária.

Sales recuou temporariamente.

Gladson Cameli também tentou uma reaproximação com o senador Marcio “Shape” Bittar, na segunda-feira.

A reunião foi tensa.

Bittar cobrou a não presença de Cameli no ato promovido para receber o senador Flávio Bolsonaro. Mesmo convidado, o rapaz que dança inventou uma agenda em Cruzeiro do Sul.

Segundo fonte, o Shape descascou sobre o Dançarino.

Uma das reclamações principais foi que os aliados do governo passam boa parte dos seus dias na redes sociais atacando ao senador e à sua amada esposa Márcia Bittar, que sonha em conquistar um mandato de senadora pelo Acre.

Hoje, Gladson Cameli é órfão de apoio expressivo. A frente ampla que lhe levou à vitória no primeiro turno em 2018 se esfacelou.

Dentre os partidos considerados grandes, somente o PDT permanece ao seu lado.

Mas há quem aposte que os pedetistas não permanecerão se virem a canoa afundar.

O desespero é tão gritante que até com o vice-governador Wherles Rocha houve tentativa de reaproximação.

E ainda há um processo para ser julgado no Superior Tribunal de Justiça…

 

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →