NÃO HÁ SUSPENSE: Está claro que Jorge Viana irá concorrer ao Senado

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É só questão de dias para a candidatura do petista Jorge Viana ser anunciada.

Será algo preparado para festejar o óbvio, pois  está claro que ele já decidiu.

Não há, portanto, novidade ou motivo para suspense.

“Se eu tivesse vencido em dois mil e dezoito, eu seria candidato a governador este ano”.

Ele não ganhou, obviamente.

Não será, está cristalino, candidato ao governo.

Quem assistiu e ouviu as recentes entrevistas do petistas, pode concluir que só faltou ele dizer que será candidato ao Senado, o que deve ocorrer em breve.

Há um turbilhão de gente pregando que uma candidatura ao Senado é o caminho mais fácil.

Essa turma inteligente se esquece que não há facilidade em um processo eleitoral, principalmente quando se está fora do poder e praticamente sem exército para ir à guerra.

A suposta facilidade para Jorge Viana voltar a ser senador se dá muito mais pela bagunça que vigora dentro dos aliados governistas do que no mundo real.

E se, de repente, os os supostos concorrentes resolverem se aliar justamente para enfrentar Jorge Viana, como ficará a situação?

Gosto de comparar a política com o futebol. Posso estar errado, mas julgo que as coisas têm as suas similaridades.

Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Benzema sãos estrelas do futebol mundial, admirados por todos aqueles que gostam do “esporte bretão”.

Ocorre, que, por mais geniais que sejam, nenhum deles consegue vencer o jogo sozinho.

Mais do que um time, eles precisam ter uma equipe motivada dentro e fora do campo. Sem o suporte, farão belas jogadas individuais, mas dificilmente levantarão o troféu de campeão.

Assim é a política.

Qual o time que Jorge Viana terá para a disputa? Será que alguém sabe responder?

Falando politicamente, ele é craque, mas craque precisa de suporte, de time. Ele terá?

É infantilidade ignorar a força e a capacidade que os adversários têm de mobilizar e de ocupar as redes.

É imperioso  mudar encontrar uma forma de fazer campanha mexendo com os sentimentos.

O difícil é fazer isso.

O Espinhoso conversa com muita gente. Até agora não ouviu uma pessoa dizer que sente saudade do senador Jorge Viana.

A saudade é do governador Jorge Viana. Mas, como ele não ganhou em 2018, não concorrerá ao governo. Deverá anunciar que o Senado é o que pretende.

Resta saber qual o exército que vai com ele.

E quem será o seu companheiro de chapa tanto como suplente quanto como candidato a governador.

Vida que segue.