CURRAL ELEITORAL – Candidaturas de pecuaristas será abatida por absoluta falta de voto e carisma

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Nada contra a pecuária e os pecuaristas.

Embora a maioria pense diametralmente oposto a este Espinhoso, seria pouco inteligente desconsiderar a importância da turma do agro.

Agora, na atual conjuntura, não dá para levar a sério as candidaturas da turma do boi ao governo e ao Senado.

Ocupando espaços generosos na imprensa, os pecuaristas Fernando Zamora e Jorge Moura se dizem candidatos, sem apresentar uma proposta realmente capaz de atrair apoio dos demais segmentos da sociedade.

Zamora e Moura são nomes que até rimam se fosse formada uma dupla de cantores sertanejos, mas não ornam quando limitam-se a acreditar que o mundo pretendido pelos cidadãos e cidadãs acreanas é o mesmo deles, que se resume a muito boi no pasto e excesso de miséria nas cidades.

A pecuária é um setor importante, mas emprega pouca mão-de-obra e concentra riqueza.

Hoje, no Acre, numa população de 894 mil habitantes, temos 381 mil pessoas aptas ao trabalho, sendo que há mais de 50 mil desempregados.

O setor rural reponde por cerca de 10% de todo Produto Interno Bruto do Acre.

Toda atividade rural, incluindo até as casas que vendem produtos agropecuárias, reponde apenas por 40 mil empregos, o que é pouco, muito pouco.

Os pré-candidatos se esmeram em criticas os governos petistas, embora tenham sido extremamente beneficiados durante as gestões do PT em nível nacional e local.

Quando se olha as pretensões dos pecuaristas, é possível ter a impressão de que não é algo sério. Eles podem ter currais, mas não são os currais eleitorais.

Diferentemente de boi e vaca, eleitor e eleitora não são pegos a laço. É preciso ter o poder de convencimento.

Algumas perguntas dever ser feitas. A principal é se essa turma do boi está disposta a meter a mão no bolso para bancar uma das campanhas mais caras da história?

Qual o partido que eles dispõem para enfrentar a disputa? Não têm estrutura partidária porque não construíram, não são do ramo.

Eleitor não é cavalo para ir às urnas pelo cabresto.

Essas candidaturas da pecuária nasce morta, sem capacidade de atrair um eleitor que perdeu o poder aquisitivo até para comprar osso.

A ideia é pressionar pelo “liberou geral”. Mas nem isso irão conseguir. O Espinhoso acredita que é capaz de se contentarem até com uma suplência.

Se cantassem bem, Zamora e Moura fariam mais sucesso cantando modão sertanejo.

Na política, a dupla desafina feio.

Ê, vida de gado!