Governo confia no peso da caneta do governador para aliviar possível racha com o senador Shape

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O Espinhoso pediu para a sua Pipira Azul sobrevoar o Palácio Rio Branco para “assuntar” sobre o comportamento governista acerca o possível racha com o senador Marcio “Shape” Bittar.

Por incrível que pareça, o clima é de aparente tranquilidade.

Segundo a Pipirinha, o Shape pode tirar o equino da precipitação pluviométrica porque não vai emplacar a sua quase ex-esposa Márcia como candidata a senadora com o apoio do governador Gladson Cameli.

Para ocupar o posto de vice, a senhora Bittar nem sonhe.

Os passos do governador estão sendo acompanhado por quem manda. E quem manda mora em Manaus, capital do Amazonas.

Há uma exigência para que o candidato a vice-governador seja um ex-secretário cujo sobrenome é francês. É ordem paterna.

Sobre o rompimento com Marcio Bittar, a leitura é que o propalado poder que o Shape  caminha para finda em dezembro, haja vista que é dada como certa a derrota do presidente Jair Bolsonaro para o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Com Lula eleito, o Shape vira oposição e perde os espaços.

Quanto à disputa local, a Pipira ouviu que o Shape, mesmo prometendo mundos e fundos, não tem como segurar os seus atuais apoiadores por um motivo simples: quem detém a caneta é Cameli.

Com essa caneta na mão, o governador tem poder para exonerar todos os cargos indicados pelo Shape, mantendo-o longe do acompanhamento das emendas parlamentares, coisa que o parlamentar faz de perto. Tem milhões de interesses envolvidos.

Pela conta de Cameli, a turma não trocará a possibilidade de ser contemplada no resto de 2022 e por mais quatro anos, por uma aventura com um senador que insiste em empurrar goela a baixo uma candidata que achou guerra entra a Croácia e a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

É um jogo cuja peças são mudadas conforme as conveniências de cada um, enquanto o Estado do Acre segue sem comando, sem projeto e com o futuro cada vez mais comprometido.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →