Quantos mil reais Jair Bolsonaro gastará dos cofres públicos para vir participar de ato político-evangélico no Acre?
Outra pergunta: por que o governo do Estado foi praticamente alijado da agenda presidencial em solo acreano?
A primeira pergunta será mais difícil de ser respondida, pois o governo federal faz questão de colocar em sigilo tudo aquilo que possa comprometer a imagem do presidente.
A segunda é de fácil resposta.
O governo do Estado foi deixado de escanteio porque Bolsonaro não quer aparecer ao lado de alguém acusado pela Polícia Federal de ser chefe de uma organização criminosa, no caso o governador Gladson Cameli (Progressistas).
Recentemente, Cameli foi esnobado por Bolsonaro, durante o encontro com o presidente do Peru, Pedro Castilho, em Porto Velho (RO).
Veja o vídeo:
Bolsonaro vem ao Acre cumprir uma agenda improvisada pelo Instituto de Colonização em Reforma Agrária (Incra), sob o pretexto de entregar títulos de regularização fundiária para produtores rurais de assentamentos e áreas públicas federais.
Quais seriam esses títulos rurais mesmo, se o Incra está praticamente paralisado por falta de recursos que foram contingenciados pelo governo Bolsonaro?
Fala-se que será entregue o titulo definitivo do Estádio Arena da Floresta, inaugurado em 2006 pelo petista Jorge Viana.
Quem vergonha.
O real objetivo de vinda do presidente é agradar a sua base evangélica, em particular ao deputado federal Silas Câmara (PL-AM), que vai inaugurar um pomposo prédio onde funcionará a Rede Boas Novas.
Esposo da ex-deputada federal Antonia Lúcia, a filha da terra, Câmara é pastor e membro de uma família com influências profundas na Assembleia de Deus no Brasil.
Os votos dos assembleianos acreanos são poucos, mas em nível nacional têm grande força.
Gladson Cameli, que é desprezado pelo presidente, também está sem moral no meio evangélico.
Oremos!
Veja a agenda aqui.
