Sem acordo com o PP, Gladson Cameli deve anunciar filiação no PSDB

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Dias atrás Gladson afirmou que estaria esperando uma posição oficial do Progressistas para logo após o Carnaval. Segundo o governador, essa indefinição estaria atrapalhando a montagem de chapa proporcional para deputado federal e deputado estadual, assim como a definição de quem será o seu vice.

Gladson se elegeu governador em 2018. A partir da troca, parlamentares e lideranças políticas aliados a Cameli também devem migrar para o partido tucano.

A eventual saída do governador Gladson Cameli do Progressistas deixa em aberto o panorama político do Acre. Representa a maior guinada política de um governador na história do estado, embora não seja a primeira troca de partido de um dirigente estadual. Basta lembrar que o próprio tio de Gladson, Orleir Cameli, quando no governo, se filiou ao então PFL para ampliar sua base política e evitar os ataques que sofria no Congresso e em várias instituições.

A situação do governador Gladson Cameli, porém, é distinta. Ele liderou uma conjunção de forças que levou a oposição a uma vitória nas urnas depois de 20 anos de hegemonia do PT. Era considerado unanimemente o único nome capaz de derrotar o legado petista. Com isso, conseguiu uma rara união de interesses na eleição. Mas a coalizão enfrentou os primeiros problemas ainda antes da formação do governo, com intensa disputa de grupos políticos pelo comando de postos-chave na administração.

A saída de Gladson do Progressistas deve levar a uma reformulação de seu governo, ainda que localizada. Como o governador levará muitas lideranças importantes do Progressistas, esses dissidentes devem manter a estrutura que já possuem na administração estadual. Mas outras áreas devem ter mudanças bruscas, como as que estão em poder da senadora Mailza Gomes, que herdou o mandato originalmente do governador.

Janela Partidária

A chamada ‘janela partidária’, período no qual parlamentares federais, distritais e estaduais estão autorizados a trocar de partido sem o risco de perder o mandato, começou na última quinta-feira (3).
A janela é aberta em todo ano eleitoral e começa sempre seis meses antes da data do pleito, com duração de 30 dias.

De acordo com a legislação, um parlamentar que trocar de partido fora desse prazo e sem apresentar uma justa causa à Justiça Eleitoral corre o risco de perder o mandato. A justificativa para a regra é o entendimento da Justiça Eleitoral de que os mandatos de deputados federais, estaduais e distritais pertencem aos partidos e não ao parlamentar eleito. A partir do dia 2 de abril, quem não estiver filiado a um partido não pode ser candidato nas eleições 2022.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →