Saúde no berço político de Gladson Cameli entra em colapso

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Sindicato dos Médicos afirma não haver mais vagas de UTI Covid no Juruá

Por Fábio Pontes

A cidade de Cruzeiro do Sul, a segunda maior Acre e berço político do governador Gladson Cameli, não tem mais disponível leitos de UTI para pacientes com Covid-19.

Essa é a informação repassada pelo Sindicato dos Médicos do Acre, o Sindmed.

De acordo com a entidade, todos os 20 leitos de UTI do Hospital Regional do Juruá estão ocupados.

Caso pacientes com Covid venham a ter o estado de saúde agravado, precisará ser transferido para Rio Branco, que também opera no limite da capacidade.

“Hospital de Campanha colapsado, a clínica médica foi esvaziada para receber pacientes com Covid19. 76 pacientes na clínica”, diz nota do sindicato.

Segundo o Sindmed, além da superlotação, há poucos médicos atuando em Cruzeiro do Sul. Os que ainda estão na linha de frente da pandemia operam já no limite físico e psicológico.

A Sesacre afirma que a falta de médicos no hospital é uma responsabilidade da organização social que administra o Hospital do Juruá, ligada à Diocese de Cruzeiro do Sul.

Enquanto o governo Gladson Cameli fica nesse empurra-empurra de responsabilidades, a população de todo o Juruá padece com a falta de atendimento médico adequado.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →