Governo Gladson recebeu R$ 650 milhões a mais do que no último ano de Tião Viana
Os números não mentem e comprovam: dinheiro tem, o que falta e gestão.
Em pleno ano de pandemia do coronavírus, as transferências de recursos do governo federal para o Estado do Acre têm acréscimo de 7%.
De acordo com dados do Tesouro Transparente, em 2019 foram repassados ao Estado do Acre o montante de R$ 3.381.353.703,16. Em 2020, a cifra alcançou R$ 3.606.204.844,51, um crescimento nominal de 7%.
O montante é inédito.
Se adicionado o aumento de repasses de 2019 em relação a 2018 — da ordem de 14,5% — chega-se a incríveis 22,11% no acumulado, cerca de R$ 653 milhões, se comparado ao montante recebido em 2018.
Não estão computados nos referidos valores os convênios firmados, empréstimos tomados, auxílios para empresas ou diretamente pagos às famílias.
Embora o caixa governamental tenha sido bastante agraciado, nada de relevante foi realizado pelo atual governo.
Os servidores públicos efetivos do Estado continuam sem receber atrasados referentes ao abono permanência, à progressões, à promoções e titulações.
Muitos comissionados do governo passado continuam sem receber suas verbas rescisórias.
A infraestrutura do Estado, por falta de manutenção, vem apresentando graves problemas.
Nenhum projeto para garantir o desenvolvimento econômico saiu do papel.
Pode-se dizer que o governo sofreu um apagão.
Pelo andar da carruagem fica claro que o governo do Estado optou por fazer caixa com o dinheiro dos servidores, dentre outras categorias de credores.
Talvez isso faça parte da valorização do servidor público muito apregoada pelo então candidato e hoje governador Gladson Cameli.
Se nem o que é de direito, previsto em lei, o governo paga, daí só em sonho a prometida valorização, a reposição da inflação ou alguma valorização efetiva,
É como disse um “sábio vidente”, candidato a governador, nos idos de 2018:
“Dinheiro tem. Falta gestão”.
Veja o quadro comparativo:

