Com críticas a Bocalom e Socorro Neri, PCdoB opta por não apoiar ninguém no segundo turno

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O PCdoB não irá apoiar nenhuma candidatura no segundo turno nas eleições em Rio Branco.

Em nota, os comunistas afirma que a candidatura de Tião Bocalom representa a aglutinação do polo conservador ligado ao Bolsonarismo.

Segundo a nota, a prefeita Socorro Neri se deixou capturar pelo pensamento anti-esquerda, negador das origens que lhe garantiram o mandato que ora exerce, “fazendo opção pelo grupo político eleitoral do governador Gladson Cameli e pela outra vertente dos partidos satélites do governo Bolsonaro”.

Veja a nota:

Nota do Comitê Municipal do PCdoB de Rio Branco

Considerando o quadro eleitoral confirmado no último dia 15 de novembro que levou ao segundo turno a disputa para a prefeitura de Rio Branco;

Considerando que a candidatura de Tião Bocalom representa a aglutinação do polo conservador ligado ao Bolsonarismo;

Considerando ainda que a atual prefeita, Socorro Neri, se deixou capturar pelo pensamento anti- esquerda, negador das origens que lhe garantiram o mandato que ora exerce, fazendo opção pelo grupo político eleitoral do governador Gladson Cameli e pela outra vertente dos partidos satélites do governo Bolsonaro;

A direção do Comitê Municipal do PCdoB de Rio Branco, ouvindo a direção do Comitê Estadual e as demais instâncias, decide não apoiar nenhuma das duas candidaturas que se apresentam neste segundo turno, compreendendo, é claro, as escolhas feitas por nossa população e o voto individual de cada militante, inclusive dos que ainda enxergam na candidatura encabeçada pelo PSB algum sopro de progressismo.

Acreditamos, e por isso defendemos, que a soberania do nosso povo se alcança por meio das suas próprias escolhas, através da liberdade democrática, liberdade essa sempre e inegavelmente defendida pelo PCdoB.

Esperamos que este pleito seja pautado pelo processo democrático, respeitando os princípios constitucionais, ao mesmo tempo em que reafirmamos nossa confiança no sistema eleitoral Brasileiro tão atacado por aqueles que querem minar a nossa democracia.

Por fim, como sempre fizemos – historicamente, reafirmamos o nosso compromisso de continuar lutando por um Acre melhor e menos desigual e, destacadamente, por uma Rio Branco mais feliz.

Rio Branco, 20 de Novembro de 2020
Comitê Municipal do PCdoB de Rio Branco

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →