VÍDEO: Juiz eleitoral demonstra preocupação com o que o Portal do Rosas alerta há muito tempo: influência do crime organizado nas eleições

2–4 minutos

Começou o jogo eleitoral de verdade.

O prazo para a campanha iniciou no último domingo.

Veremos promessas de todos as estirpes, partindo de candidatos a prefeitos e a vereadores.

É um tempo bonito de plena democracia.

Mas de extrema falsidade tanto dos candidatos quanto dos eleitores.

Até agora, vejo os candidatos abordando vários temas inerentes às cidades.

Mas há um que surge como tabu.

Ninguém toca.

Falo sobre a influência que as organizações criminosas terão nos resultados eleitorais.

Há muito tempo venho falando sobre esse tema, mas o silêncio parece ter sido a melhor resposta dos políticos e gestores da pasta de Segurança Pública.

Felizmente, o juiz eleitoral Giordane Dourado trouxe o assunto às luzes do debates.

Disse que medidas efetivas serão adotadas para impedir que as organizações criminosas influenciem no resultado das eleições.

É uma preocupação importante.

Mas, com toda vênia, dificilmente a Justiça Eleitoral terá pernas, braços e armas para controlar o que parece sem controle.

Sem querer desrespeitar o douto, não tenho dúvida de que essas organizações serão decisivas.

Como foram nas eleições de 2018.

O próprio juiz confirmou isso, em entrevista à rádio CBN.

O que é lastimável.

É de domínio público que as organizações criminosamente ditam as regras nos bairros, principalmente em Rio Branco.

Há muito tempo o Estado perdeu o monopólio da força.

A população perdeu a credibilidade e a confiança na policia.

Os roubos e assaltos não são comunicados nas delegacias.

As vitimas procuram os lideres da área e pedem que a pendenga seja solucionada.

E quase sempre há solução.

Se eu tinha certeza dessa influência, essa certeza se fortalece a cada dia.

Semana passada, houve foguetório em duas ocasiões em diversos bairros de Rio Branco.

No primeiro dia, foi para comemorar a morte de uma liderança de facção rival.

Na segunda, foi para homenagear uma liderança nacional.

O governo do Acre está encolhido.

Parece satisfeito com a falsa tranquilidade.

Há muito tempo não se ver operações para desbaratar organizações criminosas.

Não se sabe o motivo.

Ou se sabe…

Conversei com algumas pessoas de bairros distintos de Rio Branco.

Uma disse:

– Olha, depois que a facção tal, não falarei o nome para não fazer propaganda, dominou a área, tudo ficou mais tranquilo. Não tem mais assalto”.

Outra pessoa ratificou:

“Agora estamos na paz”.

Ora, esse é o sentimento.

Essas pessoas dificilmente deixarão de votar em quem os líderes das organizações criminosas pedirem ou determinarem.

Os comerciantes conhecem a expressão cifra negra, que lhe garantem a devida proteção.

Nas eleições de 2018, as lideranças pediram sacolões.

Com o aumento da miséria, os pedidos deverão aumentar.

A Justiça Eleitoral tem que acompanhar os movimentos dos candidatos.

O risco de o crime contribuir para comprometer a democracia é grande.

Os candidatos que contarem com a benção criminosa têm mais chances de obter a vitória.

Foi-se o tempo que em que as igrejas tinham mais influência do que as organizações.

Infelizmente, essa é a realidade.

O bom juiz Giordane Dourado está eivado de boas intenções.

Mas é fato que há um movimento de grupos criminosos para manipular o processos eleitoral.

Candidatos serão impedidos de fazer campanha em determinadas localidades.

Dificilmente alguém terá coragem de enfrentar o poderio do crime e denunciar.

É mais provável que procurem negociar com os donos do pedaço.

E quem fizer a melhor proposta terá dado o tiro certo.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →