“O governo do agronegócio não ajudou a mecanizar nenhum hectare de terra”, afirma Daniel Zen sobre gestão de Gladson Cameli

2–3 minutos

Por Assessoria

Em sua fala nesta quarta-feira, 09, durante sessão on-line na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Daniel Zen alertou para o aumento das queimadas e a falta de acesso dos produtores aos implementos agrícolas, necessários à mecanização.

A queimada ainda é muito utilizada pelos agricultores para limpeza e preparo do solo, antes do plantio. Sem apoio de mecanização e insumos, ele acaba por usar o fogo para o preparo da terra. “Se não tem o trator, o arado, a grade, a destoca, o que o produtor vai fazer para preparar a terra? Ela vai tacar fogo”, afirma Daniel Zen.

O parlamentar citou o exemplo do ano de 2016, durante o governo da Frente Popular, em que para cada 200 hectares mecanizados, houve redução proporcional de 30% nas queimadas. “O produtor queima não porque ele quer e sim por falta de opção para fazer o seu plantio. Nesses dois anos que passaram, o chamado governo do agronegócio não ajudou a mecanizar nenhum hectare de terra”, afirmou Daniel.

Zen cobrou informação do executivo para saber quantos hectares de terra foram apoiados pela gestão do governador Gladson Cameli. “Se não há mecanização, assistência técnica à produção, melhoria de ramais e acesso ao crédito, como pode dizer que esse é o governo do agronegócio?”.

Ainda na Aleac, o deputado Jonas Lima (PT/AC) pediu um aparte na fala de Daniel e afirmou que o ex-deputado federal Sibá Machado deixou uma escavadeira hidráulica para atender os municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, para fazer destoca e tanques para piscicultura, porém hoje ela está parada. “A nossa população na zona rural não tem um caneco de farinha, porque o trator não mexeu a terra e o produtor não tem como produzir”, afirmou Jonas.

Zen ainda acrescentou que o investimento público é o que faz o estado crescer. “Os trabalhadores estão sofrendo com a falta de investimento e o aumento da cesta básica. Dois anos de governo já se passaram e não há um pacote de obras, acabaram com os programas que ajudavam o pequeno empreendedor. Mas, não dá para esperar muito de quem governa o Estado de dentro de um avião; ou a Prefeitura, de dentro de um gabinete”, finalizou.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →