Operação “Queima Mara” passa a ser executada por aliados do governador

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Desde que anunciou a possibilidade de ingressar no PSDB, o governador Gladson Cameli enfrentou todos os tipos de resistências no ninho tucano.

Os tucanos acreanos não foram nem convidados para a reunião que definiu a possível filiação de Cameli, que aconteceu em São Paulo, na semana passada.

Gladson Cameli entre os tucanos símboliza uma pá de cal na candidatura do ex-reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac) Minoru Kinpara à prefeitura de Rio Branco.

Parecendo sincero dessa vez, o governador tem insistido no apoio à prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB).

A resistência contra a possibilidade de Cameli entrar no PSDB e rifar a candidatura de Kinpara foi puxada pela deputada federal Mara Rocha.

Campeã de votos nas eleições de 2018, a parlamentar avisou logo que no ninho tucano tem ordem e hierarquia. Disse que o partido não abriria mão de uma candidatura consolidada.

Sem maiores estranheza, recentemente setores da imprensa aliados ao Palácio Rio Branco trataram de atacar Mara Rocha.

Num desses ataques, jornalistas vinculados ao governo afirmam que a deputada estaria de malas prontas para embarcar no PSL, seguindo o mesmo destino do seu irmão, o vice-governador Wherles Rocha.

Esse Portal tem lado.

Não tem interesses algum em fazer a defesa da deputada, haja vista que o vice-governador foi, d é, um dos políticos que mais processou o editor do Portal, o jornalista Leonildo Rosas. Mas a bateria de ataque à Mara Rocha não é obra do acaso.

São ataques que visam, claramente, a desconstrução do compromisso partidária da deputada com o PSDB. E tem muita gente interessada nisso.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →