Luiz Carlos Molion é um meteorologista alagoano que é pago por setores do Agronegócio para dar palestras e falar absurdos pelo Brasil a fora.
Dentre esses absurdos, Molion afirma que o homem não interfere, com suas práticas, no aquecimento global.
Também diz que a floresta amazônica não tem importância para manter o equilíbrio do clima.
Foi esse senhor que semana passada veio ao Acre, a convite do governo do Estado, do Sebrae e do senador Marcio Bittar.
Dentre os absurdos ditos para uma plateia majoritariamente composta por “Genis” da política e empresarial, o alagoano declarou que tem a fórmula para resolver a questão do transporte no Acre.
Segundo Molion, a solução seria usar balões dirigíveis, os Zepelins, com motor de fusca.
Fartamente usado pelo alemães na 1ª Guerra Mundial, o Zepelim também é conhecido pela música Geni e o Zepelim, de Chico Buarque.
Geni, na Ópera do Malandro, era uma meretriz, que era hostilizada na cidade.
Diante de uma ameaça de ataque de um Zepelim, o comandante se encanta com os dotes de Geni, que acaba sendo provisoriamente tratada de um modo diferenciado pelos seus detratores.
Passada a ameaça, ela retorna ao seu dia-a-dia normal, no qual as pessoas a ofendiam e excluíam, revelando o caráter falso-moralista e hipócrita da sociedade.
Quem trouxe o Molion faz parte dessa parte da sociedade falso-moralista e hipócrita.
A Geni não merece pedra. Mas seria interessante ver Bittar, Cameli e demais apoiadores da teoria de Molion viajando de Zepelim.
