Reunião em Brasília pode definir candidaturas majoritárias do Progressistas

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Quando não há liderança em casa, os de fora chegam e mandam.

Gladson Cameli é muita coisa, inclusive chefe de organização criminosa, segundo a Polícia Federal, mas está longe de ser líder.

Todos sabem que chefe está longe ser líder.

Há cada movimento do governador do Acre fica evidente o quanto ele é órfão da capacidade de liderar.

Essas coisas ficam mais evidentes quanto se começa  discutir a formação de chapa para as eleições de outubro.

Se tivesse liderado, Cameli não precisaria passar pelo constrangimento de ser levado a audiência com o filho do presidente da República para vender a imagem de que pode apoiar a senhora Márcia Bittar ao Senado.

No mundo real, nesta quarta-feira o governador se reúne com o presidente licenciado do Progressistas, o ministro-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira, para falar sobre a candidatura ao Senado.

Nogueira está cansando de saber que Cameli não é dado a honrar com a palavra empenhada.

Mas vai tentar intermediar um diálogo para definir os rumos que serão tomados pela senadora Mailza Gomes.

Presidente estadual do Progressistas, Mailza se movimenta para concorrer à reeleição, mas esbarra na falta de votos, segundo as pesquisas.

Deputados e outras lideranças do partido foram chamados a Brasília. Falarão muito, mas dificilmente haverá algo conclusivo.

Cameli não esconde que quer ver a sua ex-suplente fora do caminho, mas não tem força nem credibilidade para ditar algo dentro do partido.

Nas eleições de 2020, o governador preferiu apoiar a candidatura de uma pessoas de fora do Progressistas, a atual secretária de Educação Socorro Neri.

Bancado por Mailza Gomes, o senador Sérgio Petecão (PSD) e outras personalidades da política, Tião Bocalom foi eleito prefeito de Rio Branco, o maior colégio eleitoral do Acre.

Não será surpresa se, depois da reunião, Cameli sair falando em trocar de partido.

Dizem que tem um ninho tucano lhe esperando.

Há outra variável que não pode ser desprezada: a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi, responsável pelo inquérito da Operação Ptolomeu, pode decidir a qualquer momento.

Pode vir muitas coisas, inclusive o afastamento de Gladson Cameli.