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Contrato que motivou operação da PF e da CGU foi renovado por mais 12 meses no governo de Mailza Assis

 

 

Olá, bora porongar?

A dona Mailza Assis é interessante.

A sua campanha é calçada na continuidade.

Ns continuação de um governo cujo governador fora condenado a quase 26 anos de cadeia por, dentre outros crimes, chefiar uma organização criminosa.

Naquilo que lhe é conveniente, a governadora tentar surfar, inclusive  na popularidade do ex-governador condenado.

Semana passada, em debate promovido pelo site AC 24 horas, ela  largou a mão de Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, ao ser indagada sobre a condenação do ex-governador.

Hoje, em entrevista na TV Acre, tentou fazer a mesma coisa.

Mas não conseguirá.

Nas primeiras horas desta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou operação denominado Death Note.

A operação investiga, dentre outras coisas, o suposto desvio de quase 30 milhões de reais em recursos da Secretaria de Estado de Educação.

Ao ser perguntada sobre a operação, Mailza Assis saiu com esta resposta:

“Eu assumi governo há 5 meses. Embora eu fosse vice, não era ordenadora de despesas. Dou total liberdade. As investigações precisam ir até o fim e quem fez por onde, vai pagar”.

Vamos por parte.

A Polícia Federal e Controladoria-Geral da União não precisam que ela dê liberdade para haver investigação.

Ela deveria dar liberdade de investigação à Polícia Civil.

Sigamos.

A dona Mailza Assis tem o que explicar, sim.

Em abril deste ano, o governo do Estado prorrogou, por mais 12 meses um contrato para aplicação de avaliações educacionais na rede estadual.

O Segundo Termo Aditivo foi publicado no Diário Oficial no dia 13 de abril de 2026, já na gestão da governadora Mailza Assis.

O contrato, firmado pela Secretaria de Educação e Cultura (SEE), prevê a continuidade de avaliações diagnósticas, formativas e somativas para alunos do Ensino Fundamental e Médio.

Vamos ao problema.

Desde o ano passado, o governo do Estado, com recursos federais, pagou mais de 26 milhões de reais à empresa Palmer Soluções Educacionais.

A Palmer é uma empresa de pequeno porte com sede no bairro Bela Vista, em São Paulo.

Ao analisar os pagamentos, a CGU acendeu a luz de alerta.

Houve a investigação.

Aconteceu a operação.

A previsão era que cerca de 100 alunos da rede pública fossem contemplados com um aplicativo para estudar para o Enem.

Também seriam atendidos cerca de dois mil professores.

A investigação comprovou que nada disso aconteceu.

Mas os pagamentos mensais superiores a dois milhões de reais foram feitos.

Dessa a governadora não pode se esquivar.

Ela já governava quando foi feito o termo aditivo.

Nesse governo, a gente puxa uma pena, vem uma granja inteira.

Ah, a investigação contra o ex-chefe da Casa Civil Jonathan Donadoni é outra.

Está em segredo de justiça.

Mas a gente descobre.

Fui.

Um forte abraço.

Um cheiro do Rosas.

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